Royalties? Petróleo? Grandes Projetos? E ai?

O ambiente de incerteza que está sendo construído, já alguns anos, em função da pressão no país para uma nova forma destributiva dos royalties de petróleo, reforça a tese da necessidade implacável, especialmente, da Região Norte Fluminense -produtora de 85% dessa riqueza - de repensar o seu comportamento passivo em relação as atividades econômicas de base. Esses municípios precisam desenvolver um esforço mais efetivo em direção a geração de trabalho e renda, compatibilizando habilidades específicas locais com o conhecimento formal disponivel. A míope visão da solução regional impulsionada por grandes projetos exógenos e a expectativa da proteção política para a manutenção da receita de royalties, tem adormecido o poder público e inibido ações fundamentais de planejamento e constribuições no sentido de melhorar a capacidade do indivíduo (economicamente, culturalmente e socialmente), que não consegue romper o vício da depêndencia. A região se fragiliza institucionalmente, cada vez mais, por concentrar poder na esfera política e ignorar o fato de que vivemos na era do conhecimento e como tal, que o saber incorporado à força de trabalho representa o grande aparato tecnológico para o desenvolvimento sócioeconômico de cada espaço distrital. Acredito que ainda há tempo, é preciso entender tal necessidade.

Comentários

  1. Professor, concordo plenamente. Isso também serve para os municípios do Noroeste fluminense, que tb recebem parcela dos royalties. Chega de receber verbas dos outros entes para obras determinadas. Determinemos nós, com planejamento adequado a visão de futuro de nossa região.
    Parabéns por clamar por uma reflexão adequada. Tomarei a liberdade de divulgar em nosso blog.

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  2. Olá Angeline. Tenho uma grande preocupação em relação ao futuro dessas regiões que não se esforçam para buscar uma melhor estrutura sócioeconômica de natureza endógena. O risco da perda da condição atual, em termos de recursos, é substancial, mas a "anestesia" parece não terminar. Buscar soluções alternativas a luz do momento da ruptura não é a melhor estratégia. Dai a necessidade de mudanças de comportamento, especialmente, no setor público.

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