Porto do Açu e o Negócio de Minério de Ferro

Matéria do Jornal Estado de São Paulo de hoje
Clarissa Mangueira, da Agência Estado

LONDRES - A mineradora global Anglo American disse que obteve tarifas de longo prazo atrativas para seu projeto de minério de ferro no Brasil, em troca de assumir uma parcela maior dos custos de desenvolvimento do porto de Açu. A Anglo American possui uma fatia de 49% no porto, enquanto a LLX Logística detém os 51% restantes. Às 10h45 (de Brasília), as ações da mineradora subiam 1,33% na Bolsa de Londres.

"Nós asseguramos agora uma posição de custo extremamente competitiva para o nosso projeto de minério de ferro Minas-Rio no Brasil", afirmou a executiva-chefe da companhia, Cynthia Carroll, num comunicado.

A Anglo American concordou em pagar US$ 525 milhões adicionais para desenvolver o porto de Açu, o que levará a participação da companhia no custo de desenvolvimento do porto para US$ 1,2 bilhão, dos valor total de US$ 1,5 bilhão, de acordo com um porta-voz da mineradora.

No acordo com LLX, a Anglo American assegurou um contrato fixo de 25 anos, segundo o qual a mineradora pagará uma tarifa bruta portuária de US$ 7,10 por tonelada, ou de US$ 5,15 por tonelada uma vez que a participação da empresa no porto seja levada em conta. A tarifa portuária será aplicada à primeira fase do projeto Minas-Rio, que está previsto para produzir 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Se o volume de minério de ferro transportado superar esse montante, será aplicada uma tarifa bruta mais baixa de US$ 4,25 por tonelada, desde que não haja necessidade de expansão portuária.

A Anglo American espera iniciar a construção do projeto em março e afirmou que serão necessários de 27 a 30 dias para a realização do primeiro transporte de minério de ferro proveniente da mina. O porta-voz da companhia afirmou que a capacidade portuária será mais do que suficiente para cobrir a primeira fase do projeto, sem fornecer mais detalhes. As informações são da Dow Jones.


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