quinta-feira, 29 de julho de 2010

Até que ponto grandes investimentos exógenos garantem desenvolvimento econômico local?

Acompanhei a audiência pública para licenciamento ambiental da Unidade de Tratamento de Petróleo do Terminal Portuário Privativo de Uso Misto – Superporto do Açu, realizada ontem em São João da Barra. Uma repetição das audiências anteriores. Monta-se um grande circo, segundo exigência dos órgãos ambientais, atraem-se grupos de pessoas, muitos nem sabem o está acontecendo; democratizam o processo através da participação dos poderes públicos institucionalizados e da participação do público presente, através da elaboração de perguntas escritas e estritamente amarradas ao tema específico e lá vão discursos bonitos e generalistas demais.
Quanto aos possíveis impactos ambientais identificados, ou seja, alteração da qualidade da água, interferência na fauna marítima, vazamentos de petróleo, explosões e incêndios, tudo sobre controle. Os modelos matemáticos parecem ter o poder de antecipar todos os males e indicar os ajustes dentro dos parâmetros aceitáveis internacionalmente. Parece que ninguém se lembra dos recentes e substanciais prejuízos com o vazamento de petróleo no Golfo do México e, atualmente, do vazamento de minério em Minas Gerais com reflexos na Bacia do Rio Itabapoana, levando a consistente mortandade de peixes.
Em relação aos reflexos positivos, o discurso caminha em direção à potencialização do turismo, aumento de royalties a geração de emprego e renda localmente, como se tal processo pudesse se dar naturalmente. Sabemos que isso não é verdade. Em quase três anos de obras do porto, realmente houve aumento de emprego e aumento das receitas tributárias próprias. Entretanto, a aceleração desses indicadores não está garantindo uma evolução socioeconômica no município. O emprego não apresenta característica de sustentabilidade, por trata-se de investimentos exógenos (de fora para dentro), que demandam mão-de-obra de baixa qualificação na fase de construção, não mantida na fase de operação, onde essas plantas passam a demandar um perfil de trabalhador altamente qualificado. O aumento da tributação pouco representa, já que a sociedade fica na dependência da eficiência do governo, no que diz respeito a sua alocação. A experiência é que o aumento da receita pública tem gerado custeio com baixo padrão de investimento.
Todo esse contexto fortalece a velha discussão de que é, essencialmente, necessária a criação de um canal de comunicação entre os investidores e a sociedade civil. Não ignorando o papel do poder público institucionalizado, a sociedade é real e está representada nos atos das pessoas que vivem aqui, nos seus costumes e suas necessidades de sobrevivência de forma digna. Os empreendedores não têm a responsabilidade de transformar esta sociedade, mas podem agir mais pró ativamente, no sentido de apoiar a necessária restauração do tecido social. Definitivamente não alcançaremos um estágio de desenvolvimento socioeconômico com ausência de capital social. Hoje predominam na sociedade a desconfiança, o individualismo, a ignorância ética, a ausência de civismo e o desrespeito às regras estabelecidas.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Movimentação Externa na Região Norte Fluminense

Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior, o déficit externo do Brasil aumentou, indicando que saiu mais dinheiro em moeda forte do que entrou. Os investidores retiraram mais de US$ 5 bilhões no mês de junho, acumulando um saldo negativo nos últimos 12 meses de US$ 40,9 bilhões. Pode-se observar uma redução no fluxo de investimento externo para o setor produtivo e uma redução do superávit comercial.
As operações de comércio exterior na Região Norte Fluminense, especialmente, nos municípios
de Campos dos Goytacazes e São João da Barra, também apresentaram resultados negativos.

O gráfico ao lado, apresenta a trajetória negativa do saldo comercial no primeiro semestre de 2010 em Campos dos Goytacazes.


Em São João da Barra os saldos também são negativos no mesmo período, indicando importações num patamar superior as exportações.




Macaé, como excessão, apresenta resultados positivos. Os saldos comerciais de janeiro a junho indicaram exportações num patamar superior as importações.




Mais pressão sobre a pesca artesanal, agora na conta do minério

O Jornal O Diário divulgou matéria sobre o vazamento de minério de ferro da Samarco, nas águas do Rio São João, na cidade de Espera Feliz, em Minas Gerais, na madrugada do ultimo domingo, com preocupante mortandade de peixes. São trinta e um municípios da Bacia Itabapoana em alerta e a necessidade de uma efetiva reflexão sobre a pesca artesanal, especialmente, na região norte fluminense.
É essencial que se entenda o atual processo que compõe o projeto do complexo portuário do Açu e seus possíveis impactos na atividade pesqueira da região, fundamentalmente, porque já existe uma crise importante no setor, que não é considerada nas ações voltadas para a solução do problema.
Ações clientelistas, sem o compromisso com um processo de mudança real, acaba consumindo recursos sem a absorção de resultados. A nossa visão é de que a atividade de piscicultura como alternativa a pesca artesanal, precisa ser considerada.

domingo, 25 de julho de 2010

Royalties em julho na Região Norte Fluminense

Os valores dispostos no quadro ao lado representam créditos de royalties no mês de julho para os municípios da Região Norte Fluminense. Destaque para São João da Barra que registrou um crescimento de 10% em julho, comparativamente junho.
Campos dos Goytacazes recebeu a maior parcela acumulada no período janeiro/julho, ou seja, R$291,5 milhões, seguido por Macaé com R$210,3 milhões e São João da Barra com o valor de R$55,4 milhões, no mesmo período.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Capacitação no Multidisciplinar





Divulgação do Instituto Multidisciplinar

CURSO DE GERENCIAMENTO DE CUSTOS


O curso de Gerenciamento de Custos tem por objetivo capacitar profissionais que atuam na administração de empresas privadas e outras organizações sem a finalidade de lucro. A sua realização ocorrerá no período de 2 a 5 de agosto de 2010, das 19h às 22h30, no Instituto Multidisciplinar, à Rua Primavera, nº. 1.

A programação será coordenada pelo professor Alcimar das Chagas Ribeiro, economista, pós-graduado em Engenharia Econômica, mestre e doutor em Engenharia de Produção, professor pesquisador da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro e consultor de empresas.

Programação:

1. Introdução à Contabilidade de Custos
1.1 A contabilidade de custos, a contabilidade financeira e a contabilidade gerencial.

2. Terminologia contábil e implantação de sistemas de custos
2.1 Terminologia em custos industriais e em entidades não industriais.
2.2 Sistemas de custos: apreciações gerais, importação, quantificações físicas custos e benefícios.

3. Princípios para Avaliação de Estoques
3.1 Princípios contábeis aplicados a Custos
3.2 Custeio por absorção

4. Classificações de Custos
4.1 Custos diretos e indiretos
4.2 Custos fixos e variáveis

5. Esquema Básico de Contabilidade de Custos
5.1 Departamentalização

6. Critérios de Rateio de Custos Indiretos
7. Custeio Variável (Custeio Direto)
8. Margem de Contribuição
9. Relação Custo/Volume/Lucro

Das Inscrições

As inscrições serão feitas através do e-mail:
imultidisciplinar@gmail.com, ou através dos telefones (22) 2741-4677 ou (22) 9829-0223 até o dia 30 de julho de 2010.

Investimento

O valor do investimento é de R$110,00 por inscrição e neste valor estão inclusos o material e o certificado ao fim das aulas.

Instituto Multidisciplinar. Seu sucesso passa por aqui!
http://www.imuldisciplinar.com/

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ocupações e salários no primeiro semestre em Campos dos Goytacazes

O quadro apresenta as ocupações com maiores saldos no primeiro semestre do ano em Campos dos Goytcazes, e os respectivos salários médios. As ocupações relativas ao setor agropecuário sobressaem, mesmo com a histórica decadência observada. O saldo acumulado de emprego, neste semestre, no município, alcancou 5.862 novas vagas criadas com carteira assinada. Destas, 2.635 estão associadas a duas importantes ocupações do setor. Os trabalhadores na atividade de cana-de-açucar contribuiram com 2.372 novas vagas e os trabalhadores agropecuário em geral, contribuiram com um saldo de 263 novas vagas. Na verdade, somente essas duas ocupações contribuiram com 44,95% do total do saldo gerado no semestre. Desta forma, a nossa visão é de que esses indicadores precisam compor a pauta de discussão sobre políticas públicas de desenvolvimento local. Apesar da característica sazonal, as atividades se desenvolvem em alguns elos da cadeia de produção localmente e é representativo de um setor em alta no país, já que disponibiliza uma energia demandada por todo o mundo.

Movimento do emprego nos municípios com menos de 30 mil habitantes em junho

São João da Barra continua liderando o processo de geração de emprego no grupo dos municípios com menos de 30 mil habitantes na Região Norte Fluminense. Com um saldo de 664 novos empregos gerados no primeiro semestre deste ano, em função das obras do complexo portuário do Açu, o município ocupa o terceiro lugar em toda a região. Ratificando a importancia dos investimentos no porto, indicamos as ocupações com maiores saldos no período: servente de obras 185 (salário médio de R$628,71); motorista de caminhão 108 (salário médio de R$921,47); auxiliar de escritório 35 (salário médio de R$719,97) e pedreiro 21 (salário médio de R$859,18).
Uma indagação importante é se esse movimento financeiro tem um incremento efetivo na dinamica do comércio local. Uma obserção inicial indica um fluxo de trabalhores do porto em direção a Campos dos Goytacazes, o que nega a expectativa em relação a um super aumento populacional em São João da Barra e não causa o crescimento esperado no comércio da cidade.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Execução Orçamentária no município de Cardoso Moreira

O quadro ao lado apresenta os indicadores relativos a execução orçamentária de Cardoso Moreira no período janeiro a abril de 2010. Macaé e Cardoso Moreira são os únicos municípios que depositaram os dados contábeis atualizados neste ano na base da Secretaria do Tesouro Nacional.
O município realizou 34,91% das receitas correntes e 41,64% das receitas tributárias. As receitas próprias representam somente 2,4% das receitas correntes previstas, o que define a forte dependencia orçamentária às transferências constitucionais, ou seja, 86,2%. Os gastos com investimento no município se apresentam pouco significativo. Apesar do valor previsto para todo ano representar 42,4% das receitas orçamentárias, o valor executado no período analisado só alcançou 5,21%. Regra geral, os municípios da região investem um percentual muito pequeno das receitas orçamentárias.

Qualidade do Ensino Público Municipal no Estado do Rio de Janeiro

O quadro ao lado apresenta os municípios com as maiores notas no IDEB de 2009 no Estado do Rio de Janeiro. Mesmo entendendo que é necessário levar em consideração outras variáveis para a avaliação da qualidade do ensino na escola pública municipal, é inegável que a presente avaliação é um importante instrumento para fomentar políticas públicas em direção à melhoria dos programas de ensino público.
Essas informações permitem tirar alguns questionamentos, tais como:
1. Porque os municípios produtores de petróleo (beneficiários dos royalties), não figuram nesta relação, com exceção de Macaé?
2. Por que aos maiores notas são de municípios pequenos como Aperibé e Cambuci?
3. Por que Aperibé apresentou uma trajetória positiva nas últimas três avaliações?
4. Será que a melhor performance da Região Noroeste Fluminense, comparativamente, a Região Norte Fluminense, explica o maior indice de aprovação na UENF desses alunos?
Bem, a busca de respostas a estas indagações podem ajudar a definir estratégias para melhorar a qualidade na educação da Região Norte Fluminense, especialmente, nos ricos municípios produtores de petróleo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Movimentação do Emprego nos Municípios com mais de 30 mil Habitantes na Região Norte Fluminense

A trajetória do emprego na Região Norte Fluminense neste ano é positiva, assim como no Brasil que alcançou uma marca histórica em junho, com a geração acumulada de 1.473.320 novos empregos.
Em Campos dos Goytacazes, o saldo de emprego formal, no mês de junho, alcançou 1.091 novas vagas, indicando uma desaceleração em relação a maio, em função da concentração naquele mês das admissões por conta do inicío da safra de cana-de-açúcar em 2010.
Macaé gerou um saldo de 410 novos empregos, São Fidélis 50 novas vagas e São Francisco de Itabapoana 61 novos empregos em junho.
O gráfico abaixo apresenta os saldos acumulados no primeiro semestre de 2010.






Campos dos Goytacazes apresentou um saldo acumulado no semestre de 5.862 novos empregos, assim distribuidos: 31,5% no setor agropecuário, 28,9% no setor de construção civil, 21,8% na industria de transformação e 19% no setor de serviços.
Macaé apresentou um saldo acumulado no semestre de 2.246 novos empregos. Deste, 3.315 novas vagas foram criadas no setor de serviços, 747 vagas foram destruídas na construção civil e 453 vagas foram destruídas na industria extrativa mineral.
São Francisco de Itabapoana apresentou um saldo acumulado no semestre de 526 novas vagas, onde o setor agropecuario criou 530 novas vagas e a construção civil destruiu 35 vagas no semestre.

Refletindo sobre Iniciativas Recentes na Sociedade de Sanjoanense

A sociedade sanjoananse parece esboçar reações importantes que indicam um melhor processo de estruturação do seu tecido social, o que sinaliza a possibilidade de superação futura dos tradicionais comportamentos observados, ou seja, o da acomodação e o da bajulação. O primeiro, materializado pela cultura da dependência financeira, de origem histórica, que anestesia os indivíduos e os isola da informação e de qualquer movimento social de ordem coletiva. O segundo comportamento, de bajulação extrema, é muito comum aos indivíduos aproveitadores que se articulam para defender interesses pessoais em detrimento da exclusão da massa acomodada, sem informação e de fácil subordinação pelo poder político e econômico. Naturalmente, existem outros grupos que, de certa forma, apresentam outros tipos de comportamento, mas são desprovidos de poder e de massa crítica, não equilibrando forças na sociedade.

Este é o caso de grupos que começam a se incomodar com a história política de São João da Barra. Esses indivíduos, que se enquadram nos grupos de profissionais liberais e empresários, os quais normalmente são independentes financeiramente e de difícil subordinação institucional, começam a reagir e a exprimir certo sentimento de pertencimento à sociedade local. Na verdade esses atores começam a entender que as decisões políticas não podem ficar concentradas nos grupos que mantém o poder. A sociedade, através das instituições não governamentais, precisa ser respeitada e, obrigatoriamente, ouvida nas decisões que afetam toda a população.

Neste sentido, as articulações para o fortalecimento de movimentos dessa natureza começam a tomar corpo. No campo empresarial, o equilíbrio de forças em função da vinda de grandes grupos empresariais para o município exige uma melhor organização dos empresários locais, de maneira que possa haver uma melhor inserção e distribuição da riqueza gerada. No campo político, surge o sentimento bairrista ferido pelo comportamento desrespeitoso de políticos que não vivenciam os problemas da população e se apresentam como lideranças e pretensos donatários do poder político. Esses políticos profissionais, historicamente nunca demonstraram comprometimento com a sociedade, seja por sua ausência, seja pela infeliz pratica de importação de profissionais que atuam no serviço público em favor de interesses de grupos, não se comprometendo com um processo de gestão pública profissional que permita melhorar a vida da população. Os exemplos são bem claros numa cidade rica de recursos financeiros em função, especialmente, da receita dos royalties de petróleo e muito pobre nos campos da educação, da saude, da economia, da infraestrutura, do saneamento básico, dentre outros.

Em função de tais questões, a organização e o fortalecimento de grupos socioculturais tornam-se fundamentos essenciais para a mudança de comportamento numa sociedade que já convive com um quadro de mudança econômica, que disponibilizará oportunidades e ameaças para todos. Assim, as cartas estão colocadas e a população precisa fazer as suas escolhas. Permanecer como está e arcar com as conseqüências dos problemas futuros inerentes às ameaças presentes ou agir e intervir no rumo dessa trajetória a partir de ações coletivas, fruto da organização e do fortalecimento de grupos com senso de pertencimento e comprometidos eticamente com o berço de sua origem.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pobrezas Absoluta e Extrema no Rio de janeiro, segundo o IPEA

O IPEA - Instituto de Economia Aplicada, divulgou ontem os resultados do estudo sobre a pobreza e a miséria nos Estados do País. A análise verificada no período entre 1995 e 2008, indicou avanços, entretanto com padrões diferentes entre os Estados da Federação. O Estado do Rio de Janeiro que tinha uma taxa de pobreza absoluta (os indivíduos não conseguem renda para aquisição dos bens essenciais) de 28,8% em 1995, caiu para 18,2% em 2008. Em relação a pobreza extrema (os indivíduos tem renda inferior a US$1,25 por dia), o Estado saiu de taxa de 9,9% em 1995 para uma taxa de 6,1% em 2008. O nível de desigualdade de renda também diminuiu de 0,57 em 1995 para 0,54 em 2008.
A evolução percentual desses indicadores no mesmo período é apresentada a seguir:
PIB percapita: 2,43%
Desigualdade de renda: -2,44%
taxa de pobrezas absoluta e extrema: -0,42

terça-feira, 13 de julho de 2010

Execução Orçamentária em Macaé no período janeiro-abril de 2010

O quadro ao lado apresenta indicadores relativos a execução orçamentária de Macaé, no período de janeiro a abril de 2010. Das Receitas Correntes previstas em R$1,1 bilhão, foram realizadas r$428,6 milhões, ou seja, 36,88%. Destas, as receitas próprias previstas somaram R$317,8 milhões, sendo realizado R$115,5 milhões, ou 36,34%.
O valor previsto de Transferências Correntes foi R$682,7 milhões e sua realização chegou R$276,6 milhões em abril.
A previsão das Despesas Correntes para 2010 foi de R$860,4 milhões com uma realização até abril de R$360,6 milhões. Destas, o valor de pessoal e encargos previsto foi R$435 milhões, com realização de R$234,5 milhões ou 53,90%.
O valor de investimento realizado até abril somou R$28,3 milhões, ou seja, 17,1% do valor previsto para todo o ano.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Movimentação Financeira em abril na Região Norte Fluminense

Os indicadores ao lado expressam os saldos das operações de crédito, depósito a vista de governo, depósito a vista do setor privado e depósito a prazo no mês de abril nos municípios da Região Norte Fluminense. Os números apresentam uma evolução positiva no tempo. Alguns casos, como São Fidélis, merecem um aprofundamento na investigação. O município, que não faz parte da elite do petróleo, apresenta um saldo de operações de crédito muito superior a São João da Barra, Quissamã e Carapebus. Também apresenta um saldo de depósito a vista do setor privado muito superior aos mesmos municípios beneficiários dos royalties. Esses indicadores são referencias importantes da dinamica econômica local. A comparação entre Conceição de Macabu (não produtor de petróleo) e Carapebus (produtor de petróleo) é também interessante. Conceição de Macabu tem o dobro de operações de crédito do que Carapebus, além de apresentar um saldo de depósito a vista do setor privado 30% maior do que o seu vizinho.

Os índices de preferência pela liquidez, tanto do público, quanto dos bancos, também apresentaram uma boa evolução. Lembrando, quanto menor esse indicador melhor a condição de confiança entre o sistema financeiro e o público. Esse fundamento é importante para uma melhor dinamica do sistema econômico local. A seguir, são disponibilizados os indices relativos aos municípios.




domingo, 11 de julho de 2010

A piscicultura como alternativa de geração de trabalho e renda

Importante matéria no Globo Rural, neste domingo, mostrou o esforço da pesquisa no Brasil para desenvolver a piscicultura. Depois do desenvolvimento de espécies de água doce como: tilápia e carpa, pesquisadores de São Paulo, Santa Catarina e Paraná, trabalham no sentido da busca de tecnologias para desenvolver a espécie robalo, cuja origem é a água salgada. A escassez, a forte demanda e o alto preço representa um fator de incentivo. O processo de reprodução em laboratório tem sido um grande aliado para a evolução desse esforço.
Em Atafona, São João da Barra, existe um projeto similar voltado para o desenvolvimento da piscicultura de tilápia desde 2004. Apesar da viabilidade técnica, algumas dificuldades de ordem estrutural foram observadas. A primeira e mais importante, diz respeito a impossibilidade de institucionalização, ou seja, o desinteresse do poder público em relação ao projeto. Um outro problema, diz respeito a ausencia do perfil empreendedor localmente. Ficou evidente a postura de dependência dos produtores rurais ao governo, numa resposta à estratégia de dominio da política partidária, muito comum na região. Finalmente, a cultura individualista que representa um fator inibidor da ação coletiva e que contribui para a baixa competitividade das atividades econômicas.
Neste caso, os esforços continuam em busca de novas parcerias e na manutenção dos importantes resultados conseguidos, tais como: a introdução do consumo de tilápia no município, a experiência na aplicação da metodologia, a formação e manutenção de parceria com base na confiança, além de publicações científicas importantes.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Evolução da exportação de açúcar no primeiro semestre de 2010

A tabela ao lado apresenta indicadores relativos a exportação de açúcar em bruto para o período de janeiro a junho de 2010. Observa-se um crescimento dos preços no primeiro trimestre do ano e uma trajetória de queda no segundo trimestre. Mesmo assim, o preço em junho de 2010 foi 42,7% maior do que o preço de junho de 2009. O volume em tonelada exportado foi 15,7% maior e a receita de exportação foi maior 65,2% considerando o mesmo período.
O gráfico a seguir apresenta a evolução dos preços em US$ praticados nos contratos de exportação da commodity.





Exportação de minério de ferro no período janeiro a junho de 2010



A trajetória evolutiva da exportação de minério de ferro brasileira tem se mostrado crescente neste ano. O consistente crescimento econômico da China e a mudança na metodologia para definição dos preços, possibilitou um crescimento de 101% no preço de junho de 2010, comparativamente ao preço de junho de 2009. O volume exportado em tonelada cresceu 14,4% e a receita em dólar cresceu 129,9% no mesmo período.

O gráfico a seguir apresenta a evolução dos preços em 2010.



segunda-feira, 5 de julho de 2010

IDEB e Cajuru no Estado de São Paulo

Ainda sobre o indicador de qualidade da educação, o IDEB, fiquei curioso para conhecer um pequeno município que apresentou uma avaliação superior a avaliação média internacional. Trata-se de Cajuru no Estado de São Paulo. O município alcançou a média 5,2 em 2005; 7,0 em 2007 e 8,6 em 2009. A média do município neste ano superou a média de São João da Barra em quase 3 vezes.
E quem é este município?
População: 24.313 habitantes
Área geográfica: 661 km2
PIB: R$229.960 mil
PIB per capita: R$10.133
Importante: Não existe petróleo por lá.

Índice de Desenvolvimento Escolar Básico - IDEB na Região Norte Fluminense

O Índice de Desenvolvimento Escolar-IDEB, apresentou um melhor resultado no ensino fundamental do país, entretanto no ensino médio a situação ainda preocupa. O Estado do Rio de Janeiro está no grupo dos piores resultados. O quadro acima apresenta as avaliações dos nove municípios da Região Norte Fluminense nos anos de 2005, 2007 e 2009. Conforme pode-se verificar somente Macaé tem um trajetória crescente. Em 2005 alcançou a nota 4,4 em 2007 a nota subiu para 4,7 e em 2009 voltou a subiu, alcançando 5,0. Macaé obteve a melhor avaliação na região. Os outros municípios produtores de petróleo apresentaram resultados muito frágeis. Em 2009, Campos e São João da Barra apresentaram as piores notas na comparação com os outros municípios, 3,3. Esta média é inferior às médias alcançadas em 2007. Parece que vigorosos orçamentos não garantem uma educação de qualidade por nossas bandas.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Estratégias para o Desenvolvimento Regional em São João da Barra

Do blog do João Noronha:

São João da Barra sedia hoje, às 10h, no auditório Sarur Dauaire, do Solar Barão de Barcelos, o debate “Estratégia de Desenvolvimento Regional do Norte Fluminense”, promoção da secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico.
No encontro será discutida toda a linha norteadora do desenvolvimento com a chegada do Porto do Açu.
O secretário municipal de Planejamento,Victor Aquino informou que este é o momento de todas as instituições governamentais, iniciativa privada, terceiro setor se unirem em prol de um objetivo comum, o crescimento com sustentabilidade. “Precisamos organizar ações estratégicas de infraestrutura tecnológica, social, ambiental, educacional, de habitação, para que possamos mitigar ao máximo os impactos e a população sanjoanense e regional possa estar inserida”, disse.
meu comentário:
Como é possível fazer importante discussão sem a presença de especialistas sobre o assunto? Apesar do belo discurso em direção a integração dos diversos setores da sociedade, na verdade propositalmente se exclui atores importantes que de fato poderiam contribuir nessa questão. A pratica mostra que normalmente discussões dessa natureza ficam concentrada nos grupos políticos, cujo interesse não não é a coletividade. Quero divulgar que a UENF, especificamente o Laboratório de Engenharia de Produção, trabalha uma linha de pesquisa sobre desenvolvimento Regional, assim como a UFF e o IFF tem linhas de interesse nessa temática. É lamentável que discussões dessa magnitude ocorram num contexto de extrema pobreza no âmbito técnico.