Ainda sobre o papel do governo no combate às ameaças e capacitação para aproveitar as oportunidades

Seguindo a discussão sobre o papel do governo no processo adaptativo da Região Norte Fluminense à presente transformação econômica, duas notícias corroboram com a necessidade de reflexão proposta na postagem anterior. A primeira diz respeito à dinâmica econômica da China, segundo a agência Reuters. No primeiro trimestre desse ano, o país manteve o vigor econômico do setor industrial, refletido no crescimento das exportações e das importações. Os analistas se preocupam, já que o fato pode motivar um possível aperto monetário para inibir pressões inflacionárias. Importante é que este país tem potenciais interesses comerciais, envolvendo a região e dá mostras de substancial robustez econômica. Tal aspecto representa uma oportunidade fundamental para a região e precisa ser pensada estrategicamente.
Uma segunda notícia, diz respeito a forte concentração de terra no país, o que contribui para o aniquilamento de 30 milhões de brasileiros que vivem no campo. Segundo pesquisa do IPEA, esses brasileiros vivem em condições precárias e sofrem com a ausência de moradia, dificuldade de acesso a saúde e educação. Como o trabalho é regulado pela informalidade, a remuneração é insuficiente para dar dignidade a esse exército de trabalhadores, homens e mulheres excluídos. Uma indagação surge nesse momento: No ambiente de transformação econômica da Região Norte Fluminense, orientado por alta tecnologia própria das atividades de petróleo e logística portuária, como se insere o trabalho no campo? a atividade rural pode ser uma ameaça ou uma oportunidade? Qual é o papel do governo nesse aspecto?

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