domingo, 31 de janeiro de 2010

Como Aumentar a Arrecadação Municipal?

A grande confusão que se formou em Campos dos Goytacazes, em função do aumento dos valores do IPTU, mostrou, claramente, que o aumento da arrecadação muncipal depende de esforços estratégicos mais bem planejados. Neste caso, o foco deve estar no aumento do Valor Adcionado Fiscal, através de estratégias inbidoras da sonegação fiscal e no Planejamento Econômico, onde a identificação dos recursos potencias locais é essencial para induzir o crescimento sustentável da competitividade econômica local, cujos reflexos vão potencializar a tributação própria (ICMS e ISS) e as transferências constitucionais (FPM).

As alternativas mais simplistas costumam causar problemas de ordem política e geram adições irrelevantes no computo da arrecadação fiscal.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Royalties em Janeiro de 2010 na RNF













A figura acima apresenta os valores correspondentes as indenizações de royalties creditados em 25 de janeiro, competência de novembro, nas contas das prefeituras dos municípios da Região Norte Fluminense. Um início de ano promissor já que os municípios produtores tiveram suas parcelas acrescidas em relação a dezembro de 2009. Campos +2,08%, Carapebus +8,76%, Macaé +1,27%, Quissamã +5,83% e São João da Barra +6,49%.

Evolução das cotações do dólar em janeiro
















O dólar comercial apresentou uma boa recuperação no primeiro mês de 2010. Depois de fechar o ano de 2009 como a pior aplicação financeira, com perda de 25,3%, o ativo cresceu 8,25% em janeiro.
O dólar paralelo cresceu 6,45% no mês. O gráfico a seguir apresenta a trajetória do dólar comercial e paralelo no mês.















terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Movimentação do comércio exterior na Região Norte Fluminense













A tabela acima apresenta os valores de exportação correspondentes ao municípios da Região Norte Fluminense em 2009. Macaé liderou a exportação regional com US$2,7 bilhões seguido por Campos dos Goytacazes com US$ 28,8 milhões.
Entretanto, quando comparado a 2008, os resultados foram bem inferiores. Campos teve uma redução nas exportações de 41,16%, seguido por Macaé com uma redução de 40,27% e São João da Barra com uma redução de 29,20%.

Os valores de importação são apresentados a seguir.













Conforme pode-se verificar na tabela, Macaé também lidera na movimentação de importação na região. em 2009 importou US$663,5 milhões, enqunto Campos importou US$35,5 milhões.

O resultado geral no ano foi superavitário em US$1.968.458.440. Comparativamente ao ano anterior, verificou-se um aumento nas importações de 29,40% e uma queda nas exportações de 40,21%.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Movimentação de emprego nos municípios com menos de 30 mil habitantes na RNF

O fechamento do emprego nos municípios com menos de 30 mil habitantes, na região norte fluminense em 2009, refletiu a desaceração econômica verificada nos municípios maiores. No mês de dezembro, quatro dos cinco municípios apresentaram saldo de emprego negativo, admissões inferiores a desligamentos, enquanto um município teve saldo nulo. No acumulado do ano, Quissamã destruiu noventa empregos e São João da Barra obteve um saldo positivo de 239 empregos, número bem inferior ao de 2008. O gráfico abaixo, apresenta a trajetória do saldo de emprego neste município em 2009.












Conforme pode ser verificado, a partir de junho o processo positivo de emprego se inverteu e os desligamentos superaram as admissões em todos os meses até dezembro. Apesar dos investimentos nas obras do complexo portuário do Açu, o município sofreu uma acentuada desaceleração em termos de geração de emprego, não se confirmando as expectativas otimistas para 2009.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Evolução do emprego nos municípios com mais de 30 mil habitantes na RNF

A evolução do emprego nos municípios com mais de 30 mil habitantes, na Região Norte Fluminense, aflora uma importante discussão sobre a dinâmica econômica regional. No mês de dezembro, os saldos entre admissões e desligamentos foram negativos para Campos, Macaé e São Fidélis e São Francisco de Itabapoana, conforme a figura acima. Os saldos acumulados para o ano de 2009 não foram diferentes, salvando somente São Francisco de Itabapoana que conseguiu gerar em todo ano 110 empregos líquidos, enquanto Campos destruiu 183 empregos, Macaé 87 e São Fidélis, o campeão de destruição de empregos no ano, atingiu a marca de 879 empregos perdidos.
O município de Campos dos Goytacazes merece uma avaliação mais aprofundada. Observe no gráfico a seguir, a trajetória dos saldos de emprego ao longo do ano de 2009.












É inegável que o emprego no município é fortemente dependente da atividade sucroalcooleira, mesmo considerando as dificuldades com que convive o setor. No primeiro trimestre do ano, o município contabilizou resultados negativos de emprego. Com o início da safra em abril, o resultado neste mês alcançou 1.008 empregos líquidos, cuja participação do setor agropecuário foi de 75,19%. No mês de maio o resultado continuou positivo, alcançando o seu pico em junho, onde o saldo de emprego alcançou 1.663 admissões líquidas, com a participação do setor agropecuário em 67,47%. No quadrimestre julho a outubro, apesar dos saldos declinarem levemente, continuaram positivos. Nos meses de novembro e dezembro, já com a finalização da safra de cana-de-açúcar, os resultados voltaram a a ser negativos. Em novembro o município perdeu 1.034 empregos em função da demissão de 1.035 trabalhadores e em dezembro perdeu 2.414, sendo o setor responsável por 1.342 desligamentos.
A presente evolução do emprego no município mais importante da região deve se constituir em um elemento de discussão importante, já que diversas estratégias vem sendo discutidas pelo Fundecam no ambito do fomento financeiro a projetos estruturantes e de pequenos negócios.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Exportação de minério de ferro em 2009

A exportação de minério de ferro brasileira fechou 2009 sem se recuperar da crise financeira internacional, iniciada em setembro de 2008. Em outubro desse ano o país chegou a exportar 26,7 milhões de toneladas a US$ 71,7 a tonelada. Ao longo de 2009, somente em setembro o volume exportado alcançou o padrão de outubro de 2008. Nos outros meses os volumes ficaram abaixo. Em dezembro, apesar do crescimento em relação a novembro, o valor ficou 9,53% menor do que o valor comercializado em outubro de 2008. Os preços praticados seguiram uma tendência de forte queda ao longo de todo o ano. Em dezembro de 2009, o preço de US$45,4 foi 36,68% menor do que o preço praticado em outubro de 2008. O gráfico a seguir apresenta a trajetória dos preços praticados no período de outubro de 2008 a dezembro de 2009.


Movimentação comercial do açúcar no mercado internacional

A exportação brasileira da commodity açúcar bruto em 2009 apresentou um resultado bem satisfatório. Depois de uma trajetória de queda no primeiro quadrimestre do ano, em função da crise financeira internacional, a partir de maio a atividade comercial se recuperou imprimindo uma tendencia de crescimento até dezembro. As exportações em US$/milhões apresentaram um crescimento de 72,27% em dezembro com base a janeiro do mesmo ano. A variação em tonelada foi positiva em 20,39% e a variação no preço praticado foi de 43,09% para o mesmo período. Apesar da crise ter afetado importantes importadores, a oferta reduzida do produto por conta de problemas de produção na India, possibilitou o aumento expressivo no valor exportado do Brasil. A luz dessa boa perspectiva internacional para o açúcar e também para o etanol, a região Norte Fluminense amarga o fechamento de novas usinas e o futuro de incerteza para o setor.

Os gráficos a seguir apresentam a evolução do valor e da quantidade do açúcar exportado no ano e a trajetória do preço médio praticado nos contratos de exportação em 2009.

























segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O setor Sucroalcooleiro Fluminense: erros de avaliação

Organizações de apoio ao setor sucroalcooleiro da Região Norte Fluminense insistem no diagnóstico da falta de recursos financeiros como elemento responsável pelo declínio do setor. Existe uma falsa compreensão de que a desregulamentação do setor, com a saída do governo no início dos anos 90, foi a causadora de todos os problemas atuais. Tal visão gera propostas como a transferência de 1% do valor gasto em propaganda com etanol brasieliro para a região, dentre outras.
Na verdade, uma leitura mais criteriosa mostra que outros estados, depois da desregulamentação do setor, passaram a adotar paradigmas tecnológicos para criar produtos e processos melhorados com vista a melhorar o padrão de competitividade. Nesse contexto, surgiram programas de melhoramento genético e manejo varietal da cana, que impulsionaram estados como São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso.
Ao contrário, o Rio de Janeiro já registra declínio na primeira e segunda fases de evolução da atividade. A primeira fase de 1975 a 1979, considerada como a de crescimento moderado e a segunda fase de 1980 a 1985, considerada como a de expansão acelerada, o Rio já tinha perdido 5 usinas, ou seja, menos 25% do parque.
A terceira fase, considerada a da desaceleração ocorreu no período de 1986 a 1995, período em que a metade do parque tinha desaparecido. O gráfico acima mostra a trajetória do parque, através do número de usinas por período.
Se considerarmos que durante os anos setenta e oitenta o fluxo de recursos financeiros era substancial para essa região, é facil pressupor que o problema da atividade, definitivamente não se resume na falta de dinheiro.

Cotação diária do dólar em janeiro de 2010

A primeira quinzena de 2010 apresentou indicadores de cotação diária de dólar, a preço de venda, para as modalidades comercial e parelelo, com uma tendência de leve crescimento. A primeira cotação para o dólar comercial foi de R$1,7412 e a última da primeira quinzena 1,7720, representando um crescimento de 1,77%. O dólar paralelo apresentou um crescimento menor, da ordem de 1,07%.
Permanece a boa performance dos fundamentos econômicos do país, fato que não incentiva a especulação com a moeda estrangeira. Os exportadores brasileiros é que desenvolvem um esforço maior para manter o padrão competitivo no exterior, já que o real não se desvaloriza no patamar esperado pelos mesmos.
O gráfico a seguir apresenta a trajetória das cotações na primeira quinzena de 2010.













sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Reflexos do Subdesenvolvimento

O Projeto Capacitar para Transformar Sistemas de Produção Local funciona em Atafona - São João da Barra e foi constituído pelo convênio de cooperação técnica entre a UENF e a Prefeitura Municipal. Institucionalmente, o projeto não se materializou em função do desrespeito a contratos, porém evoluiu no contexto mais informal, desenvolvendo pesquisas relacionadas ao cultivo de Tilápia em cativeiro e outras ações de extensão junto aos produtores rurais e instituições privadas. As dificuldades foram inúmeras, especialmente, a ausência do perfil empreendedor no setor agrícola e a falta de apoio do poder público, fato que estimulou a prática de saques ao pequeno patrimônio do projeto em função da falta de segurança. Além de arrombamento com roubo de diversos equipamentos, os mais caros, em 2007, todos os anos ocorrem perdas correspondentes a metade do cultivo por roubo noturno, mesmo tendo de um lado a Corporação dos Bombeiros e do outro lado as instalações do Balneário, que conta diversos vigias. Nesta semana, fomos surpreendidos por mais um saque noturno que além de subtrair parte dos peixes, destruiu as instalações de um dos tanques, conseqüentemente, matando uma grande quantidade de peixes por falta de água.

Na verdade, atos dessa natureza mostram claramente o baixo grau de civismo e respeito às normas institucionalizadas de grupos da sociedade. Ações covardes e de desrespeito ao patrimônio público, já que o projeto não é particular e foi criado para fomentar a atividade de piscicultura na cidade, de forma a melhorar o nível de renda dos produtores rurais. Os esforços desenvolvidos ao longo desses anos representam o nosso interesse, enquanto pesquisador, servidor público estadual, que por formação básica busca a ética, o respeito e o bem estar público.

A literatura internacional tem nos ensinado que dificilmente uma sociedade avança socialmente e economicamente, quando apresenta um tecido social fragilizado, ou seja, com deficiências cívicas, com desrespeito, individualismo exacerbado e negação do interesse coletivo.

Todo esse quadro me leva a não ter boas expectativas em relação a continuidade do projeto nas condições atuais. Só lamento abandonar um ideal importante que, efetivamente, demonstrou ser viável em função dos excelentes resultados tangíveis e, fundamentalmente, intangíveis.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Dinâmica Econômica dos Municípios Produtores de Pertróleo da RNF pelo IPM / ICMS













Os índices de participação municipal na arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), refletem a dinâmica econômica em cada município, conforme figura acima. Do montante da arrecadação do imposto em poder do Estado, 25% são distribuidos para os muncípios. Destes, 75% são baseados no critério de valor adicionado, enquanto o restante leva em consideração os critérios: território, população e receita tributária própria.
Avaliando os principais municípios produtores de petróleo na região norte fluminense, observa-se uma maior dinâmica em Campos dos Goytacazes e Macaé. A trajetória do índice de participação em Campos no período entre 2006 a 2010 é positiva, apresentando um crescimento de de 7,04% em 2010 com relação a 2009.

Macaé, também apresenta uma trajetória positiva do indice de participação ao longo do período. O crescimento em 2010 em relação a 2009 foi de 10,37%.
O município de Quissamã apresenta uma trajetório positiva do índice no mesmo período, se beneficiando de um crescimento de 12,91% em 2010 com base em 2009.
Já o município de São João da Barra, apresenta os menores índices entre os municípios analisados. O município apresenta um leve crescimento do índice no periodo 2006 / 2008, caindo em 2009 e se recuperando em 2010, cujo crescimento em relação a 2009 alcançou 8,06%.
O gráfico a seguir apresenta a trajetória de evolução dos índices no período para os municipios avaliados.














terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Origem do Porto do Açu

Um belo resgate a origem do porto do Açu está no blog literário do Carlos Sá http://carlosaadesa.wordpress.com/
Com o título: A complexa gênese de um complexo, o jornalista faz um relato importante sobre a apresentação do projeto para a implantação de um porto off-shore no Açu em 2000. Sob a coordenação de Wagner Victer, secretário estadual de energia, indústria naval e petróleo, do então governo Garotinho, foi apresentado a sociedade sanjoanense, no Clube Operários e na Cãmara de Vereadores neste ano, uma estrutura portuária no Açu e as suas possibilidades operacionias. O investimento anunciado naquele momento era de US$90 milhões distribuídos em 1/3 para o Estado do Rio de Janeiro, 1/3 para a Petrobrás e 1/3 para um conjunto de empresas privadas interessados no negócio. Os anos se passaram e o projeto ficou engavetado até Eike Batista decidir assumir, com suas empresas, a intenção de implementar o projeto em 2007.
O que é muito importânte nessa história é que podemos confirmar a relevância dos recursos locais no processo de desenvolvimento endógeno. Me lembro muito bem da persistência de um certo técnico que vivia em Atafona, em mostrar como a região do Açu poderia viabilizar, tecnicamente e economicamente, um porto dessa magnitude, já que somente aquela localidade apresentava um calado em torno de 18 metros de profundidade, dentre outras vantagens. Isso mostra que qualquer espaço territorial detém recursos importantes e diferentes, os quais quando tem o seu uso devidamente planejado, potencializa riqueza e desenvolvimento. Infelizmente, a articulação política partidária vem restringindo a consolidação de uma estrutura técnica capaz de mudar positivamente estruturas arcaícas que desperdiçam recursos e aprofunda a pobreza.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Movimentação Bancária em Outubro na Região Norte Fluminense

A movimentação financeira em outubro, na região norte fluminense, não refletiu as espectativas relativas as atividades econômicas, especialmente, indústria petrolífera em Macaé, obras do complexo portuário do Açú em São João da Barra e o pico da moagem da indústria açucareira em Campos. Os saldos das operações de crédito em outubro apresentaram queda em relaçao a setembro em todos os municípios. O saldo de Conceição de Macabu declinou 63,47%, Cardoso Moreira declinou 47,11%, Macaé declinou 31,99%, São João da Barra declinou 30,86%, Campos declinou 19,89%, Quissamã declinou 19,27%, São fidélis 10,01%, São Francisco declinou 7,95% e Carapebus declinou 0,79%.













O gráfico acima apresenta a variação percentual dos saldos dos depósitos a vista do setor privado em outubro com base em setembro. Somente Carapebus com um crescimento de 35,68% e Quissamã com um crescimento de 2,20%, apresentaram crescimento no saldo de depósito a vista do setor privado no mês, entre os nove municípios da região.

A importância dos pequenos empreendimentos

A mudança de estratégia no Fundo de Desenvolvimento de Campos - Fundecam, no sentido de apoiar pequenos negócios, com vista a geração de empregos é importante, já que os grandes negócios são densos em capital e pouco empregam. Entretanto, é essencial que a decisão sobre investir ou não esteja baseada na análise de viabilidade econômica de cada negócio, além da implementação de outra estratégia importante que deve ser dirigida para a profissionalização do negócio aprovado. Como sabemos, esses empreendimentos são conduzidos empiricamente, portanto, desprovido de qualquer profissionalização. Nesta modalidade o empreendedorismo normalmente ocorre por necessidade o que, em muitos casos, acaba por reduzir a vida útil do projeto.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dissertação de Mestrado da UENF discute o Modelo de Governança do Setor Cerâmico de Campos dos Goytacazes

Dissertação de mestrado da linha de pesquisa Economias em Aglomeração e Desenvolvimento Local, do Laboratório de Engenharia de Produção da UENF, será apresentada no dia 14 de janeiro no auditório do P5. O trabalho de autoria do mestrando Edson Terra Azevedo Filho, investiga o modelo de governança adotado pela Indústria Cerâmica de Campos dos Goytacazes, com o foco nos elementos estruturais do modelo, nas ações implementadas em concordância com a literatura e, fundamentalmente, na percepção dos atores envolvidos sobre a eficácia do mesmo modelo. O tema governança tem sido explorado no mundo inteiro por aglomerações produtivas que apresentam dificuldade competitiva de suas empresas no contexto da operação individualizada. A estratégia de governança permite a implementação de ações de cunho coletivo que reduz custos de transação, melhora o poder inovativo e a produtivadade das empresas que operam em rede, consequentemente, refletindo na melhoria da competitividade setorial.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Confraternização do LEPROD/UENF no Bistrô Galeria





























Confraternização muito animada do pessoal do Laboratório de Engenharia de Produção da UENF. A festa aconteceu no Bistrô Galeria em São João da Barra. Um cardápio a base de peixe e camarão, cervejas e drinks diversos contribuiram para essa bela integração. Esses competentes profissionais agora estão preparados para enfrentar 2010 com muita disposição e produção. É isso ai, o país precisa de vocês em boa forma.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A Região Norte Fluminense: perspectivas 2010

Afinal, como a economia da região norte fluminense vai se comportar no próximo ano? O otimismo é visível, especialmente em função dos grande projetos do Açu, já em andamento, e em Barra de Furado em planejamento. Naturalmente, toda a movimentação já verificada em São João da Barra, por conta do complexo portuário do Açu, é altamente positiva sob todos os aspectos, já que estão presentes diversas empresas que geram trabalho e renda e tributos no município. Entretanto, se imaginarmos que o objetivo fundamental dessa transformação está na geração de emprego e renda e, sobretudo, no bem estar da sociedade local, temos uma outra questão a avaliar.

Como exemplo, o emprego formal parece não expressar as espectativas dos mais otimistas. As obras do porto do Açu evoluiram fortemente em 2009, cuja fase de construção do pier de aproximadamente 3 km, alcançou 86% de sua totalidade. Mesmo com essa movimentação o município gerou somente 283 empregos líquidos este ano até novembro. Comparativamente ao ano passado em que foram gerados 728 empregos líquidos, pode-se afirmar que o município teve uma queda de 61,12% no saldo de emprego em 2009. É importante frisar que estamos falando em investimentos da ordem de R$1,128 bilhão, já realizados.
Um outro resultado nada animador vem de Macaé, município que se beneficia da presença de um quantitativo relevante de empresas que, em 2009, amargou uma forte queda do saldo de emprego. O saldo até novembro desse ano foi de 391 empregos líquidos, contra 10.013 em 2008. Uma queda de 96,09% neste ano.
Campos dos Goytacazes, apresentou o melhor resultado entre os principais municípios da região na absorção de investimentos externos. Campos gerou um saldo líquido de emprego de 2.231 em 2009 até novembro, contra um saldo de 1.989 em 2008, representando um crescimento de 12,16%.
A conjuntura econômica que se forma para 2010 está centrada em alguns pilares fundamentais: 1. Em Macaé, a Petrobrás e empresas contratantes de serviços aprofundam o grau de exigências sobre maior qualificação e inovação dos contratados. Isso exclui pequenas e médias empresas menos profissionalizadas e gera desemprego.
2. Em São João da Barra, os investimentos do complexo portuário serão mais exigentes em relação a qualificação de pessoal e a natureza da fase de operação, por si só, demanda um número menor de trabalhadores, porém com nível maior de escolaridade.
3. Em Campos dos Goytacazes, a sustentabilidade do emprego está no setor sucroalcooleiro que se fragiliza a cada ano. As espectativas do setor para o ano de 2010 não apresentam nehuma novidade.
Conclusivamente, a economia regional está centrada nas expectativas dos investimentos externos do complexo portuário do Açu, Barra do Furado e na cômoda condição de produtora de petróleo que lhe garante 50% do orçamento público, sem nehum esforço adicional. Falta planejamento econômico e um olhar mais apurado e inovativo para os recursos locais.