segunda-feira, 30 de novembro de 2009

MMX capta recursos e atrai novos acionistas

A empresa MMX pretende levantar um valor em torno de US$ 650 milhões. A oferta privada de ações permitirá a entrada da Wuhan Iron and Steel (Wisco) no capital com aporte de US$ 400 milhões. Quanto ao restante, acionistas minoritários completarão o valor.

Cotação do dólar comercial e dólar paralelo em novembro de 2009

A figura ao lado apresenta as cotações diárias do dólar comercial de venda e do dólar paralelo. No fechamento do mês de novembro, o dólar comercial cresceu 0,68% no dia 30 em relação ao dia 27. Esta cotação superou todas as cotações anteriores no mês. A cotação do dólar paralelo no último dia do mês superiou em 3,78% a cotação do dia 27, sendo a mesma cotação, a exemplo do dólar comercial, a maior do mês.

O gráfico a seguir apresenta a trajetória dos dois indicadores nos dias de novembro de 2009.



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Análise da relação receita de royalties / emprego nos municípios produtores de petróleo na RNF

Levando em consideração a receita acumulada de royalties a cada ano (valores em R$1.000) nos municípios produtores de petróleo da Região Norte Fluminense e relacionando-a ao saldo acumulado de emprego gerado anualmente em cada município, analisamos a dinâmica econômica desses sistemas econômicos, já que, teoricamente, esses recursos deveriam fomentar investimentos públicos e privados, cujo reflexo se daria imediatamente na geração de novos empregos. Para isso, levantamos as receitas a cada ano (em 2009 computamos até novembro) e relacionamos ao saldo de emprego gerado (em 2009 o saldo acumulado compreende o período janeiro/outubro) e calculamos um índice para cada município. O índice, quanto menor ele for melhor é a condição do município, já que representa uma melhor produtividade dos recursos, em função do maior número de emprego relativo por unidade monetária.

Neste caso, o sistema econômico de Campos dos Goytacazes mostra a sua força econômica mantendo uma certa estabilidade em 2006, 2008 e 2009, com indicadores 0,1172; 0,281 e 0,116 respectivamente, sendo que neste último ano verificou-se uma forte recuperação da produtividade no contexto da utilização desses recursos. Em 2007 o resultado foi extremamente negativo, com a destruição de empregos (demissão superior a admissão).
O sistema econômico de Carapebus apresenta coeficientes altos, identificando pouca eficácia na gestão dos recursos, apesar do declínio desse coeficiente ano a ano. Em 2006 esse indicador era 3,466 caindo para 0,938 em 2009.
Em Macaé, pode-se observar uma condição ótima de produtividade dos recursos no período de 2006 a 2008, onde os indicadores foram 0,041; 0,043 e 0,040, portanto uma produtividade superior a de Campos. Porém neste ano, o quadro se inverteu e o mesmo coeficiente subiu para 2,744 caracterizando dificuldades na relação royalties / emprego.
O sistema econômico de Quissamã apresenta forte debilidade no contexto dessa análise. Em 2006 o coeficiente de produtividade dos recursos foi 0,439, no ano seguinte houve destruição de emprego, em 2008 esse coeficiente subiu para 4,044 e em 2009 voltou a ocorrer forte destruição de empregos.
O sistema econômico de São João da Barra, teoricamente, grande beneficiário dos investimentos do complexo portuário do Açu, em 2006 tinha um alto coeficiente da ordem de 2,209, isso quer dizer baixa produtividade dos recursos. Com a chegada do porto em 2007, esse índice caiu para 0,238 melhorando sensivelmente a relação. Em 2008, com o avanço das obras, esse índice caiu ainda mais para 0,109. Neste ano, apesar da avanço das obras, de junho a outubro o saldo de emprego ficou negativo, o que fez com que o índice que relaciona royalties a emprego subisse para 0,208. É importante observar que São João da Barra é a sede de um grande projeto de característica exógena, onde a gestão pública local não exerce nenhuma indução ao investimento privado. De qualquer forma, observa-se que o substancial investimento não confirma os números de empregos divulgados anteriormente pelas partes interessadas.

O gráfico a seguir apresenta a evolução desses índices para os municípios.





quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Transferência de Royalties em novembro de 2009

A ANP divulgou os valores relativos a compensação de royalties, transferidos para estados municípios, competência setembro 2009. Os valores correspondentes aos municípios produtores da Região Norte Fluminense apresentaram uma queda em relação a outubro. Quissamã sofreu a maior queda, ou seja, -31,12%, seguido por Campos dos Goytacazes com queda de -16,73%, Macaé -10,62 e São João da Barra, com uma queda de -2,50%. No acumulado do ano, Campos recebeu 379 milhões, valor maior 42,6% do valor recebido por Macaé, cujo valor somou 266 milhões. Na terceira posição o município de São João da Barra já arrecadou neste ano 66, 2 milhões.
O gráfico a seguir apresenta a variação percentual de arrecadação nos municípios produtores em novembro com base em outubro.



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cotação diária do dólar em novembro de 2009

Cotação do dólar comercial nesta terça feira: 1,7350 com alta de 0,40% em relação ao dia anterior. O dólar paralelo fechou em 1,8500.

Emprego nos municípios com menos de 30 mil habitantes na RNF

Os municípios com menos de 30 mil habitantes na Região Norte Fluminense apresentam o movimento de trabalho em outubro na figura acima. Os saldos mais relevantes foram o de Quissamã, onde as 47 demissões no mês superaram as 19 admissões gerando um saldo negativo de 28 vagas destruidas e de São João da Barra, cujas demissões superaram as admissões, gerando um saldo de 91 vagas destruidas no mês. O gráfico a seguir apresenta a evolução dos saldos de trabalho em São João da Barra no período de janeiro a outubro de 2009.
Observa-se que apesar dos investimentos referentes ao complexo portuário do Açu, nos meses de junho, julho, agosto, setembro e outubro as demissões superaram as admissões no município, reduzindo fortemente o saldo acumulado no ano. O saldo acumulado no ano representa 319 vagas de emprego criadas.



Palestra no Palácio Cultural em São João da Barra discute a empresa e o contexto de transformação


Palestra no Palácio Cultural em São João da Barra debateu a empresa e o contexto de transformação. O professor Alcimar Chagas falou para os estudantes e professores da Universidade Luterana do Brasil-ULBRA sobre a empresa, sua estrutura no formato de sistema e os contornos do ambiente sócioeconômico. A discussão evoluiu na perspectiva histórica, onde a organização do trabalho pode ser vista sob o foco pré-capitalista, taylorista fordista e pós fordista ou flexivel. O processo de desverticalização produtiva que culminou no surgimento das pequenas empresas foi enfocado, acentuando a exigencia da inovação como elemento essencial para a competitividade. Complementarmente, foi discutido o conceito de empreendedorismo e seus desdobramentos, além dos diferentes formatos de configurações produtivas como distritos industriais, clusters, arranjos produtivos locais, os quais tem possibilitado a inserção de pequenas empresas ao atual modelo de acumulação capitalista orientado para o mercado.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cotação diária do dólar em novembro de 2009

Cotação do dólar comercial nesta segunda: 1,7280 com queda de -0,23% em relação ao dia anterior. O dólar paralelo fechou em 1,8500 com alta de 0,54% .

domingo, 22 de novembro de 2009

A trajetória da exportação brasileira de minério de ferro

A trajetória da exportação brasileira de minério de ferro passou a ser importante para a Região Norte Fluminense, especialmente São João da Barra, sede do complexo portuário do Açú, já que esse porto tem por finalidade principal escoar minério de Minas Gerais para o exterior. Na outra ponta a dinamica econômica da China também passa a ser importante para a região que, consequentemente, se beneficiará de investimentos importantes para a geração de emprego e renda.
A figura acima apresenta a evolução da exportação brasileira de minério de ferro de outubro de 2008 a outubro de 2009. Neste período, a crise financeira americana impactou negativamente nos negócios, derrubando o preço da commodity. A China, como grande importador de minério, sentiu com a crise mas logo esboçou recuperação mantendo sinais de crescimento industrial. Apesar do crescimento industrial da China, a Europa e os Estados Unidos ainda apresentam dificuldades de crescimento no produto, o que acaba refletindo na trajetória declinante nos preços praticados nos contratos de exportação de minério. O gráfico a seguir mostra essa trajetória.





Execução Orçamentária nos municípios de Macaé e Quissamã













Somente os municípios de Macaé e Quissamã disponibilizaram na base da Secretaria do Tesouro Nacional os dados da execução orçamentária referentes ao quarto bimestre de 2009. A figura acima permite a análise de indicadores importantes como receitas correntes, receita tributária, tranferências correntes, despesas com pessoal e investimento.
Macaé já executou 66,78% das receitas correntes, 105,26% da receita tributária, 56,78% das transferências correntes. Um dado importante é que a receita tributária representou nesse período 30,25% das receitas correntes. O município se beneficia dessa receita própria, em função do grande número de empresas que operam localmente. As transferências correntes representaram 59,57% das receitas correntes no mesmo período. Do lado da despesa, verifica-se o peso da folha de pagamento representando 45,44% das receitas correntes, enquanto o investimento chegou a 11,10%.
O município de Quissamã realizou 51,60% das receitas correntes, 41,04% da receita tributária e 51,78% das transferências correntes. A receita tributária alcançou somente 3,05% das receitas correntes, concentrando 94,14% nas transferencias correntes. O grau de dependência do município as transferências é substancial. Do lado da despesa, a folha de pagamento e os encargos consumiram 44,67% das receitas, enquanto o investimento consumiu somente 7,12%.

Cotação diária do dólar em novembro de 2009

Este blog vai disponibilizar indicadores econômicos de interesse de diversos membros da sociedade no dia a dia. Inicialmente apresentamos a cotação de venda do dólar comercial e paralelo ao longo de novembro de 2009. Podemos verificar uma certa estabilidade na evolução dos preços, apesar de suave subida nos últimos dois dias úteis do mês. Existe uma certa pressão dos exportadores brasileiros que reclamam da valorização do real frente ao dólar, o que tem dificultado os negócios no exterior, já que encarece os produtores brasileiros, favorecendo a demanda de produtores estrangeiros.
O gráfico a baixo demosntra a evolução tanto do dólar comercial, quanto do dólar paralelo ao longo do mês.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A trajetória do comércio de açúcar

A redução da oferta de açúcar no mundo refletiu na elevação dos preços internacionais neste ano. O preço da commodity nos contratos das exportações brasileiras variou 29,67% entre outubro/janeiro. Apesar da valorização verificada ao longo do ano, observa-se que o volume exportado não segue a mesma dinamica. Depois de queda em fevereiro, março, abril e maio, no trimestre seguinte ocorreu uma leve recuperação e, posteriormente, um maior crescimento em setembro e outubro. Na evolução do período outubro / janeiro, observou-se um crescimento de 15,66% do volume exportado. O gráfico a seguir apresenta essa trajetória.










O gráfico abaixo apresenta a evolução das exportações do açúcar bruto em mil toneladas e em milhões de dólares para o período analisado. Os dados analisados mostram que a forte valorização do preço do açúcar no mercado interno não se justifica pela redução da oferta mundial, já que as exportações brasileiras não apresentaram um crescimento que justificasse um desequilíbrio tão acentuado entre a oferta e a demanda interna, capaz de pressionar os preços na ordem em que são observados.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Movimentação Bancária na Região Norte Fluminense em agosto de 2009

O banco central divulgou os saldos das operações financeiras no mês de agosto de 2009. Para os municípios da Região Norte Fluminense a figura acima apresenta os saldos das operações de crédito, depósito a vista do governo, depósito a vista privado e depósito a prazo. Na análise dos saldos de depósito a vista privado em agosto, comparativamente a julho, São Francisco de Itabapoana apresentou um crescimento de 18,32%, o maior da região. Em segundo lugar com 13,61% aparece São João da Barra, seguido por Cardoso Moreira com 13,32%. Com um crescimento bem abaixo, surgem Quissamã com 6,09% e Campos dos Goytacazes com um crescimento no mês de 5,38%. Carapebus, Macaé e São Fidélis apresentaram queda nos saldos de depósitos a vista privado no período analisado. O gráfico a seguir apresenta os dados analisados.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Evolução do emprego nos municípios da RNF com mais de 30 mil habitantes em outubro

A divulgação do emprego no mês de outubro mantém Campos em posição privilegiada. A dois meses do final do ano, o município conta com um saldo acumulado de 3.265 empregos criados. Os maiores saldos no mês foram gerados, por ordem de representatividade, pelo comércio, construção civíl e agropecuária. No saldo anual, a agropecuária apresenta a maior contribuição com 1.763 empregos gerados, seguido pela indústria de transformação com 1.351 empregos e o setor de serviços com 467 empregos.
São Francisco de Itabapoana aparece em segundo lugar com 123 empregos gerados no mesmo período. O setor agropecuário contribuiu para o saldo negativo no mês. Entretanto, no saldo acumulado do ano o mesmo setor apresenta a maior contribuição com 87 empregos gerados, seguido pela construção civíl com 18 empregos e o comércio com 16 empregos gerados no mesmo período.
Macaé, apesar de uma leve recuperação neste mês, mantém um saldo acumulado inexpressivo de 97 empregos, considerando o elevado número de empresas localizadas no município. Os setores de serviços e construção civíl apresentaram os maiores resultados negativos na trajetória do emprego no municipio.
São Fidélis é um caso que merece uma análise mais aprofundada. O município acumula no ano um saldo de 964 empregos destruídos.

sábado, 14 de novembro de 2009

O modelo de desenvolvimento da Itália em São João da Barra. É possível?

Persistência e paciência são elementos essenciais em qualquer processo de mudança que tenha objetivos de interromper praticas de natureza arcaica e instalar novos aspectos de modernidade. Acreditamos nesta hipótese e estamos tendo a satisfação de presenciar algumas iniciativas em São João da Barra que corroboram com esta tese. Primeiro o interesse do executivo local pela atividade de piscicultura, mudando a denominação da secretaria de pesca e iniciando um projeto de cultivo de tilápia, entendendo assim as dificuldades inerentes a pesca de captura indicado por nós. Segundo, a divulgação da viagem de uma comitiva ao norte da Itália para conhecer a organização produtiva dos Distritos Industriais, o que confirma a consolidação das discussões por nós encaminhadas ao longo dos últimos sete anos. Na verdade em 2002, defendi em minha tese de doutorado na UENF a proposta de capacitação do ambiente sócio-cultural como base para o desenvolvimento local. A estratégia de capacitação foi construída baseada na interação entre instituições e organizações no contexto do território, espaço sócio-produtivo que evolui competitivamente sob garantias de um tecido social ajustado. São relações norteadas por civismo, lealdade, cooperação e reciprocidade que constitui o que podemos chamar de capital social. Esses elementos norteiam toda a dinâmica do sistema produtivo dos distritos industriais da Itália.
Com esses conhecimentos iniciamos um esforço no mesmo município, ainda em 2002 na Casa de Cultura Zenriques, onde envolvemos a UENF, governo local e organizações como Sindicato Rural e Associação Comercial, para discutir novas formas de organização produtiva e desenvolvimento local. Posteriormente iniciamos o Projeto Capacitar para Transformar Sistemas de Produção Local e o projeto de piscicultura, onde a Petrobras foi o parceiro que financiou as instalações físicas no balneário em Atafona. Toda orientação do projeto tem como base os conceitos próprios dos Distritos Industriais do norte da Itália, cuja terminologia tem origem nas verificações empíricas de Marshall em 1890 na Inglaterra, e em sua massificação na década de 1970, no centro norte da Itália, em função do sucesso das aglomerações produtivas compostas de pequenas empresas em territórios esparsos.
Quanto a evolução do mesmo projeto no município é outra discussão. O fato de não termos conseguido manter o apoio público trouxe dificuldades e atraso ao bom desempenho do projeto no quesito material. Porém os resultados intangíveis são identificados, seja na geração de conhecimento em função das publicações científicas nos diversos congressos pelo país, e no contexto da mudança comportamental ora identificada.
De qualquer forma, é importante ratificar que é improvável a importação dos modelos dos distritos industriais para regiões que não apresentam as condições sócioculturais do norte da Itália. Uma extensa Pesquisa do Americano Robert Putnam investigou o processo de desregulamentação política da Itália e verificou que enquanto o norte evoluiu, o sul declinou exatamente pelas diferenças culturais. No sul a fragilidade institucional baseada no desrespeito a ordem e as leis, não contribuíram para o desenvolvimento, o que só ocorreu no norte por questões reais relacionadas a sua própria história.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Operações bancárias nos municípios da Região Norte Fluminense em agosto de 2009

As operações bancárias nos municípios da Região Norte Fluminense, no mês de agosto, apresentaram algumas variações importantes. Campos dos Goytacazes, com a maior rede bancária da região, aumentou 1,7% no valor das operações de crédito, perdeu 1,2% nos depósitos a vista de governo, aumentou 5,4% nos depósitos a vista privado e aumentou 10,5% nos depósitos a prazo em agosto, comparativamente a julho.
O município de Macaé, a segunda estrutura bancária, perdeu 2,6% das operações de crédito, perdeu 6% nos depósitos a vista de governo, perdeu 12% nos depósitos a vista privado e aumentou 4,2% nos depósitos a prazo.
O sistema bancário no município de São João da Barra também apresentou uma variação importante. Manteve o mesmo nível de operações de crédito, perdeu 37,8% de depósito a vista de governo, aumentou 13,6% nos depósitos a vista privado e aumentou 76,9% nos depósitos a prazo.
Em Quissamã as operações de crédito subiram 2,6%, os depósitos a vista de governo subiram 59,3%, os depósitos a vista privado subiram 6,1%, enquanto os depósitos a prazo cairam 2,9%.
Em São Francisco de Itabapoana as operações de crédito aumentaram 1,2%, houve uma queda de 21,1% nos depósitos a vista de governo, um aumento de 18,3% nos depósitos a vista privado e um aumento de 10,1% nas operações de depósito a prazo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Afinal, o desenvolvimento regional/local depende do petróleo?

Retornei da viagem a cidade de Bauru-SP, onde participei do XVI SIMPEP -Congresso de Engenharia de Produção. Publicamos quatro artigos que estão disponíveis nos anais do congresso no site http://www.simpep.feb.unesp.br/
Descrição dos artigos para os interessados:

* Qualidade na produção de cachaça: estudo de caso no município de Campos dos Goytacazes-RJ (Rogério Almeida Ribeiro e Alcimar Chagas Ribeiro);
* Perspectivas e realidade do cooperativismo: um estudo exploratório sobre as cooperativas leiteiras do Noroeste Fluminense (Renata Faria dos Santos e Alcimar Chagas Ribeiro);
* Mapeameto do Capital Social no sistema produtivo Coagro (Katia Rosane de Athayde e Alcimar Chagas Ribeiro) e
* Aspectos fundamentais da cadeia de produção da pesca artesanal em São João da Barra-RJ (Alcimar Chagas Ribeiro e Andrey Alves).

Além das informações sobre os artigos, quero dividir com os leitores a minha satisfação de ver uma cidade próspera, limpa, com uma população educada e sem vestígios de miséria e violência. Bauru não tem petróleo mas, com uma população de 347,6 mil pessoas numa área de 673 km2, apresenta um PIB de 4,7 bilhões de reais e um PIB per capita de R$13.217. Chama atenção a boa oferta de trabalho, os investimentos privados em lojas, fábricas e agropecuária. É visível uma forte rede comercial, onde sobressai um grande número de concessionárias de todas as marcas de automóveis nacionais e internacionais. A rede bancária tambem sobressai, indicando uma distribuição de renda mais ajustada que afasta a condição de miséria tão aparente por nossas bandas.
Sem nenhuma pesquisa mais aprofundada, somente a partir de observações superficiais pude observar que Bauru e as cidades vizinhas oferecem uma boa qualidade de vida as suas populações. Tal fato nos leva a pensar que a Região Norte e Noroeste Fluminense tem muito que caminhar. Vejam a distribuição do PIB municipal.

sábado, 7 de novembro de 2009

Reflexos da fragilidade democrática

O decreto de desapropriação de terras no quinto distrito de São João para implementação de um distrito industrial, como já havia indicado, é fruto da fragilidade democrática de sociedades pouco participativas. Nestes casos, sobressai a arbitrariedade e a prepotência. Vejam que o secretário estadual de desenvolvimento econômico, que talvez não saiba o que é democracia e nem tampouco economia, por duas vezes promete vir ao legislativo municipal para discutir o problema e não aparece, deixando os produtores sem respostas. A questão agora está nas mãos do legislativo e do executivo local. Quanto aos produtores, devem se organizar e cobrar responsabilidades.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Levantamento Sistemático da Produção Agrícola em Outubro: O Rio de Janeiro no contexto do Brasil

Levantamento sistemática da produção realizado pelo IBGE em outubro, indica um crescimento da área colhida no Brasil de 0,76% na safra 2009, comparativamente, a safra de 2008. O Estado do Rio de Janeiro, entretanto, reduziu em 1,5% a área colhida no mesmo período de análise, conforme figura acima. A área colhida em 2009 atingiu 211.958 hectares, contra 215.088 hectares correspondente a safra de 2008.
Considerando algumas culturas representativas na Região Norte Fluminense, observa-se que a cana-de-açúcar encolheu 1,65% no estado, segundo a análise safra 2009/safra 2008 em outubro. Comparativamente, no Brasil, o crescimento da área colhida foi 7,33%. Quanto a produção em toneladas, enquanto o Estado do Rio de Janeiro encolheu 1,39%, a produção no Brasil cresceu 6,92%.
A cultura do coco-da-baia perdeu 2,83% da área colhida e 3,30% da produção no Estado do Rio de Janeiro, enquanto que no Brasil houve um acréscimo de área colhida de 0,58% e uma queda de 0,48% na produção.
O abacaxi no Estado do Rio ampliou a área colhida em 1,25% no período analisado e ampliou a produção em 1,45%. No Brasil, houve uma queda de 5,14% da área colhida e uma queda na produção de 6,17%.
A madioca ampliou a sua área colhida no Estado do Rio em 0,69% e sua produção em 1,35%. No Brasil, observou-se um crescimento de 0,50% da área colhida e uma queda de produção de 0,27%.
Como a cana-de-açúcar é uma cultura muito importante na região e no estado, chama a atenção o seu resultado, comparativamente, ao resultado do país. Enquanto o Brasil avança a área colhida e a produção de cana, o Estado do Rio retrai, cujos reflexos são perversos para um conjunto de outras atividades que compõem os elos da cadeia produtiva local.

domingo, 1 de novembro de 2009

A Atividade Agrícola em Campos dos Goytacazes


Os dados divulgados recentemente pelo IBGE sobre a pesquisa agrícola no País em 2008 permitem uma melhor avaliação da agricultura municipal. Campos dos Goytacazes é o maior município da Região Norte Fluminense e desenvolve a atividade numa área equivalente a 57,13% do total da área colhida na região. A atividade ocorre nas modalidades de lavoura temporária e permanente. As culturas de lavoura temporária são apresentadas na figura acima, referente ao período de 2005 a 2008.

Conforme pode ser verificado, ocorre uma trajetória de queda ao longo do período. Em 2006/2005 a área colhida no município encolheu 10,63%, em 2007/2006 ocorreu uma nova redução de 20,10% e em 2008/2007 ocorreu uma leve recuperação de 7,61%, porém a área colhida neste ano ficou 23,16% abaixo da área colhida em 2005.
Conforme apresenta a figura, a cultura de cana-de-açúcar é fundamentalmente representativa na atividade agrícola do município. A sua participação no total da área colhida foi de 98%. Na verdade, do total da área disponível para a cultura temporária, somente 2% foram utilizados para as demais culturas.

Outro indicador importante é o valor da produção. Observa-se também uma trajetória de queda no mesmo período. Em 2006/2005 o valor nominal encolheu 10,13%, em 2007/2006 ocorreu uma recuperação de 10,15%, porém o valor foi inferior a 2005. Em 2008/2007 ocorreu uma forte queda de 43,05%, indicando uma retração na produtividade (valor monetário por hectare colhido). Enquanto a produtividade em 2005 alcançou R$970,24, esse mesmo valor em 2008 chegou a R$ 711,84. Pode-se considerar uma retração na produtividade em 2008/2005, da ordem de 26,63%.

O gráfico a seguir apresenta os indicadores de participação percentual da cultura de cana-de-açúcar no contexto da lavoura temporária no período investigado.













A atividade de cultura permanente é pouco expressiva no município. A área colhida em 2008 foi de 708 hectares, menor do que a área colhida em 2005 no total de 1.094 hectares. Observa-se também uma tendência de queda nessa modalidade de cultura. O valor monetário em 2008 somou R$ 4,2 milhões. As culturas que predominam nessa modalidade, que apresenta uma trajetória de queda, são: banana, coco e o maracujá.
Esse quadro mostra exatamente a realidade agrícola do município. Uma forte dependência à cultura da cana-de-açúcar, cuja organização produtiva é precária o que possibilita baixa produtividade, além de uma condição de extrema fragilidade dos outros processos de cultivo temporário e permanente.
Como conseqüência, o município se destaca como importados de alimentos para atender suas necessidades tanto na esfera dos consumidores familiares, quanto na esfera do consumo das organizações públicas (escolas, hospitais, etc.), fato que contribui para a geração de emprego em outras regiões e fomentando a pobreza no campo.