Análise da trajetória do emprego em Campos dos Goytacazes e Macaé

Os municípios de Campos e Macaé, na Região Norte Fluminense, apresentam as estruturas econômicas mais representativas em relação a geração de emprego. Desta forma, Macaé tem se constituido no motor do trabalho, em função da dinâmica do setor de petróleo e gas. Desde 2006, os saldos líquidos de emprego (admissões menos desligamentos) têm sido bastante significativos. Neste mesmo ano foram gerados 7.786 empregos, em 2007 foram gerados 6.796 empregos e em 2008 foram gerados 10.013 empregos. Entranto em 2009 o município não conseguiu manter a mesma estabilidade dos anos anteriores. Ao longo dos nove meses (janeiro a setembro), o processo de demissões foi bem acelerado em função da crise financeira internacional que se abateu sobre as empresas estrangeiras que operam no setor, que por sua vez, reduziram investimentos e folhas de pagamentos. Outros dois aspectos importantes que devem ser considerados, são: o encerramento natural de contratos que ocorre periodicamente e o grau de exigência aumentado da petrobras no que diz respeito ao processo de escolha das empresas parceiras prestadoras de serviços. Hoje, essas empresas precisam de melhor qualificação de sua mão-de-obra e de seus processos de gestão.


Quanto ao município de Campos, este ano superou sensivelmente Macaé na geração de emprego. Em função de uma melhor safra de cana-de-açucar, o setor implusionou o emprego no municipio. De janeiro a setembro foram gerados 3.132 empregos líquidos, contra 4 empregos líquidos de Macaé. A importancia do setor sucroalcooleiro nesse contexto é porque atua articulado em alguns elos da cadeia de produção. O setor em funcionamento gera externalidade positiva para outros setores espraiando emprego. O comércio tem se beneficiado, assim como, a indústria de transformação e os serviços.

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