sexta-feira, 31 de julho de 2009

Saldos das operações financeiras em maio na RNF

A movimentação financeira nos municípios da Região Norte Fluminense, em maio, apresentou os saldos indicados da tabela acima, relativos às operações de crédito, depósito a vista do governo, depósito a vista do setor privado e depósito a prazo, segundo o Banco Central do Brasil.
Comparativamente ao mês de abril, algumas variações chamam atenção. Campos, por exemplo, apresentou um crescimento de 6,09% nas operações de depósito a prazo. Carapebus apresentou uma queda de -16,59% nos depósitos a vista privado. Cardoso Moreira teve queda de -67,24% nos depósitos a vista de governo e queda de -28,23% nos depósitos a prazo. Conceição de Macabu aumentou os depósitos a vista de governo em 52,30% e os depósito a vista privado em 32,18%. Quissamã teve queda de - 31,18% nos depósitos a prazo e São Francisco de Itabapoana apresentou queda de -13,82% nos depósitos a vista de governo e queda de -16,07% nos depósitos a vista privado. São João da Barra teve queda de -84,54% nos depósitos a vista de governo e um crescimento 159,28% nos depósitos a prazo.


Na avaliação sobre a preferência pela liquidez, tanto do público (PLP), quanto dos bancos (PLB), o quadro pouco mudou nos municípios da região, exceto São João da Barra. O município melhorou sensivelmente os seus indicadores. A preferência pela liquidez do público saiu de 0,46 em abril, para 0,19 em maio e a preferência pela liquidez dos bancos de 0,56 para 0,39. É importante observar que quanto menor esses indicadores, melhor é a confiança do público e do sistema financeiro no sistema econômico local. Essa condição é fundamental para o desenvolvimento econômico, em função do incentivo ao investimento produtivo e da geração de emprego e renda.


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Conjuntura Econômica da China

Informações sobre a conjuntura econômica da China, divulgadas recentemente nos relatórios do Fundo Monetário Internacional, são otimistas e interessa a Região Norte Fluminense, já que este País é um potencial parceiro para os negócios futuros. As análises do FMI confirmam que o País foi atingido fortemente pela crise econômica global, a qual refletiu, especialmente, no excesso de capacidade ociosa nas indústrias. A crise levou as exportações a uma posição dramática de queda e o crescimento atual do Produto Interno Bruto é o mais baixo em mais de uma década.
Entretanto, a resposta do governo Chines tem sido efetiva. Foram feitas intervenções importantes para dinamizar a consumo interno, além das medidas de políticas monetárias e fiscais para compensar o declínio da demanda mundial e da queda do investimento privado. Os analistas entendem que existem sinais de recuperação que estão corrigindo firmemente o estabelecido. Dados recentes são encorajadores e há sinais de que uma reviravolta econômica está acontecendo. Indicadores de consumo estão relativamente fortes, a produção industrial parece estar se reerguendo e o mercado trabalhista parece estar absorvendo trabalhadores das indústrias de exportação.
Os indicadores a seguir corroboram essas indicações.









Visão gráfica: Percentuais de PIB, Consumo e Investimento


visão gráfica: Exportação, Importação e Balanço Comercial (percentuais do PIB)







quarta-feira, 29 de julho de 2009

Complexo portuário Açu e mercado de trabalho

O amigo leitor do nosso blog, Olizal Azevedo, residente em Cachoeira de Macacú, nos escreveu pedindo informações sobre o mercado de trabalho futuro na região, em função do complexo portuário do Açu. Já respondemos ao amigo, mas acho que outros trabalhadores tambem gostariam de ter acesso as informações que passamos ao Olizal.
Na fase atual de construção do complexo portuário, estão em atividade, aproximadamente, 2.000 trabalhadores. São as seguintes as ocupações que mais tem admitido: servente de obras, montador de andaimes de edificações, motorista de caminhão, pedreiro, montador de máquinas - motores e acessórios, eletricista de manutenção eletrônica, operador de trator de lamina, auxiliar de escritório e mecânico de manutenção de motores a diesel.
Para a fase de operação, a unidade de mineração funcionará com as seguintes ocupações técnicas:
Manutenção técnica
engenheiro, supervisor de mecânica, mecânica de oficina, supervisor de mecânica, auxiliar de macânica/soldador, técnico em mecânica emecânico de campos.
Manutenção eletroeletrônica
engenheiro, supervisor de eletroeletrônica, eletricista de oficina, técnico eletroeletrônica, eletricista de oficina, técnico eletroeletrônica, eletricista de campo, auxiliar de eletricista.
Outras ocupações estão disponíveis nas áreas de gerencia do porto, gerencia administrativa e gerencia de operação.
Além da unidade de mineração, outras unidades industriais como, termoelétrica e pelotização, gerarão um número substancial de novas vagas de trabalho.
É momento de se qualificar para poder se inserir nesse novo momento.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Preços internacionais do minério de ferro

Notícia da REUTERS sobre os preços de minério de ferro na China é de grande interesse para a nossa região. Segundo a agência, os preços da commodity no mercado a vista do maior consumidor do mundo, estão se aproximando dos 100 dólares a tonelada. Tal fato é por causa do aperto na oferta da Austrália e da Índia. É importante observar que esses preços estão em queda desde outubro de 2008.

domingo, 26 de julho de 2009

Negócio com minério de ferro

O aumento da oferta de minério de ferro no mundo interessa a China, já que a sua dinâmica industrial acaba concentrado muito poder em três grandes produtores: Vale, Rio Tinto e BHP Bilition, no momento de determinar os preços.
Visando flexibilizar tal situação, a China pode assumir uma participação em um projeto de porto e de infraestrutura ferroviária avaliado em US$ 3,3 bilhões no cinturão de minério de ferro do Estado australiano de Austrália Ocidental, planejado pelas empresas Murchison Metals e a japonesa Mitsubishi Corp.
Conforme pode-se ver, a Região Norte Fluminense tem fortes concorrentes nos investimentos da China em negócios envolvendo minério e infraestrutura portuária.

sábado, 25 de julho de 2009

Flutuação do emprego no período janeiro a junho em Campos

Os indicadores sobre a flutuação do emprego em Campos dos Goytacazes, divulgados pelo Ministério do Trabalho, no período de janeiro a junho de 2009, ratifica a importância econômica do setor sucroalcooleiro e seus desdobramentos. Dentre as atividades mais representativas no município, a agropecuária foi a que apresentou o melhor saldo de emprego, considerando admissões e desligamento. São 1.856 admissões líquidas contra 820 geradas pela indústria de transformação.

Na avaliação das ocupações com os maiores saldos, os trabalhadores que atuam na cultura da cana-de-açúcar lideram com 1.716 admissões líquidas no mesmo período, seguido pelos trabalhadores que atual na atividade de serviço de manutenção de edifícios e logradouro. Outras ocupações ligadas ao setor sucroalcooleiro, como trabalhadores que atuam no sistema de irrigação e tratoristas agrícolas, aparecem no grupo de ocupações com maiores saldos. Apesar das dificuldades inerentes ao setor, fica claro que é necessária a construção de um conhecimento mais amplo sobre a atividade, de forma a orientar intervenções mais eficazes para melhorar o desempenho dos negócios envolvidos na cadeia de produção setorial.

O gráfico a seguir apresenta as ocupações com maiores saldos no período e salário médio de cada uma.


quinta-feira, 23 de julho de 2009

A situação do trabalho em junho nos municípios da RNF com menos de 50.000 habitantes

Os indicadores de trabalho em junho, na Região Norte Fluminense, nos municípios com menos de 50.000 habitantes, destaca São João da Barra com um volume forte de rescisão no mês e um importante saldo positivo acumulado no ano. Tal movimentação está relacionada ao complexo portuário do Açu. O resultado negativo do mês de junho representa a finalização de uma etapa específica, onde costuma ocorrer um número maior de desligamentos. O inicio de novas etapas costuma elavar o volume de admissões. Importante é que o saldo no semestre indica 575 admissões líquidas, um número bem diferente dos outros municípios desse grupo. Por outro lado, Quissamã é o destaque negativo na criação de trabalho. No semestre o municipio destruiu 58 vagas de trabalho, o que é representativo para um município beneficiário dos royalties do petróleo.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Compensação financeira de royalties de petróleo na RNF em julho 2009

Os municípios da Região Norte Fluminense receberam no último dia 21 os valores correspondentes à compensação financeira, na forma de royalties, sobre a exploração de petróleo no mar. O município de Campos dos Goytacazes ficou com a maior parcela, equivalente a R$ 35.935.105,56, seguido de Macaé que recebeu R$ 25.442.311,25. A menor parcela coube a Cardoso Moreira que recebeu R$ 289.933,65. O quadro acima apresenta os valores pagos aos municípios no mês e os valores cumulados no ano para cada município.

O gráfico ao lado apresenta o percentual de crescimento da receita de royalties nos nove municípios da região em julho.

Os valores correspondentes ao mês de julho sofreram um aumento em relação ao mês de junho. Entre os municípios produtores, Campos recebeu mais 14,4% no mês em relação ao mês anterior, Macaé recebeu mais 14,8%, Carapebus mais 8%, Quissamã mais 13,2% e São João da Barra mais 12,2%.
Fonte: ANP

terça-feira, 21 de julho de 2009

Os recentes esforços para dinamizar o setor sucroalcooleiro Norte Fluminense

As iniciativas voltadas para a recuperação do setor sucroalcooleiro devem ser apoiadas, pois são extremamente relevantes em função da importância socioeconômica do setor. No caso do recém criado Centro de Tecnologia de Engenhos (CTE), envolvendo Petrobrás, Prefeitura de Quissamã e Governo do Estado, observa-se total relevância, já que objetiva construir soluções praticas para a produção de cachaça, açúcar mascavo e etanol de segunda geração.

Entretanto, os métodos de condução desses processos é que precisam ser repensados. Por exemplo, as estratégias declaradas nesse contexto priorizam no primeiro estagio a atração de grandes empresas e no segundo estagio o incentivo a abertura de vários engenhos, através das fontes de recursos do programa prosperar do Governo Estado e Quissamã empreendedor.

Pensar os reflexos dessas estratégias no setor exige um melhor entendimento da conjuntura atual, a luz do contexto histórico. Neste caso, a atividade se confunde com a história fluminense, cujo desenvolvimento no período colonial, se deu através de engenhos e engenhocas espraiados por diversos espaços, produzindo açúcar e cachaça. O açúcar com destino para Portugal e a cachaça como destino para a África, como meio de troca na aquisição de escravos. Pesquisas realizadas por Rogério Castro (LEPROD/UENF) indicam que no final do século XVIII existiam 616 engenhos de açúcar e 253 engenhos de cachaça, que operavam seus processos de fabricação sem grandes evoluções tecnológicas. Uma observação importante é que essas pequenas unidades produtivas operavam individualmente, sem qualquer tipo de cooperação. Os produtores de açúcar, inclusive, negavam a espuma e o melado de seu processo aos produtores de cachaça. Historiadores afirmam que o individualismo predominava. Esses fatos com o tempo passaram a acentuar problemas de competitividade, em função do não atendimento as necessidades do mercado.

A fragilização desse ciclo fomentou, no século XIX, um novo modelo de concentração de capital, surgindo os senhores de engenho que se constituíam na eliminação dos pequenos engenhos. Iniciava, nesse momento, um processo de verticalização consubstanciado em grandes propriedades e novas unidades de produção mais modernas tecnologicamente. Na esteira de novo ciclo, esses atores concentravam poder por sua participação na administração pública que alimentava a sua influência social e econômica na Região Norte Fluminense.

Com o início da melhoria tecnológica na lavoura e na indústria, foi aprofundado o modelo centralizado, o qual deu origem a uma nova configuração produtiva, denominada Engenhos Centrais, sendo o primeiro construído em Quissamã em 1857. Como esse modelo não gerou os resultados esperados, surgiram, no final do século XIX, as usinas apoiadas em uma forte estrutura produtiva e infra-estrutura de apoio que permitiu um novo modelo, altamente verticalizado, onde para fugir da dependência externa as usinas investiam na aquisição de terras.

O processo de concentração foi aprofundado no século XX apoiado pelo governo, que incentivou o investimento na modernização dos processos industriais. A oferta fácil de recursos financeiros aumentou a capacidade produtiva industrial de forma não compatível com a oferta da matéria prima no campo. De 1972 a 1980, a capacidade de moagem cresceu 102,45% em um ambiente agrícola de baixo investimento e produtividade muito aquém de outras regiões no Brasil. A partir desse momento, a decadência do setor se acentuou materializada no fechamento continuo de unidades produtivas. No inicio da década de setenta eram 24 usinas funcionando e neste ano somente 6 ainda sobrevivem.

Um melhor entendimento dessa decadência, em função da trajetória histórica, indica que a estratégia inicial do recente modelo proposto por Quissamã de atração de grandes empresas representa uma volta ao passado não exitoso. Na atual conjuntura as condições são piores, já que o tamanho médio das propriedades diminuiu, oferecendo forte dificuldade em termos de viabilidade econômica.

A possibilidade através de pequenas unidades produtivas depende de fundamentos como cooperação e reciprocidade não presentes na trajetória histórica do setor. Neste caso é preciso considerar os recursos existentes, ou seja, pequenas propriedades e saberes formal e informal, num contexto de planejamento indutivo a construção de uma mínima estrutura de capital social, capaz de possibilitar relações de confiança e cooperação para aumento da riqueza regional. O foco deve ser redirecionado dos recursos tangíveis para os recursos intangíveis. Assim, em nossa visão, somente a garantia de recursos financeiros e tecnológicos não garantirá sucesso nessa empreitada.

sábado, 18 de julho de 2009

O Produto Interno Bruto na Região Norte Fluminense em 2006

O CIDE, Centro de Informações e Dados, divulgou o Produto Interno Bruto (PIB) desagregado do ano de 2006 para os municípios do Estado do Rio de Janeiro. O PIB representa a riqueza gerada em uma região, em termos de produção de bens e serviços, num determinado período. A tabela ao lado apresenta o PIB total por município em 2006, a população e o valores de PIB por habitante.

A tabela abaixo apresenta a taxa de variação do PIB em 2006 em relação a 2005. Pode-se observar que os municípios de São João da Barra e São Francisco do Itabapoana, tiveram uma forte queda, o que significa perda de riqueza neste ano. São João da Barra perdeu 14,40% de sua riqueza total em termos reais, por conta de forte retração na indústria de transformação (-57,52%), enquanto São Francisco perdeu 8,88% de sua riqueza, por conta da retração da indústria de construção civíl (-45,81%). A queda do PIB total e per capita em São Fidélis foi menos acentuada, não deixando de ser um problema.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Evolução do trabalho em junho na Região Norte Fluminense

Pelo segundo mês consecutivo o município de Campos dos Goytacazes é destaque na geração de emprego na Região Norte Fluminense, entre os municípios com mais de 50.000 habitantes. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o resultado apurado foi de 1.663 empregos líquidos no mês (3.601 admissões e 1.938 desligamentos). As atividades que mais contribuíram para esse feito foram: agropecuária, comércio, indústria de transformação, serviços e construção civil na ordem. O setor sucroalcoleiro ratificou a sua relevância na geração de trabalho no município.

O município de Macaé, apesar do grande volume de admissões no mês, apresentou também um grande volume de desligamentos, refletindo num saldo incompatível com a sua dinâmica econômica. Foram 3.643 admissões contra 3.562 desligamentos e um saldo de 81 empregos líquidos. As atividades responsáveis pelas admissões foram: serviços, comércio e construção civil.

São Fidélis e São Francisco de Itabapoana apresentaram resultados menos significativos, com saldos negativos de emprego líquido acumulado no ano. Veja o gráfico a seguir.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

De olho na conjuntura econômica da China

O presente interesse da região pelos investimentos chineses, em função do complexo portuário do Açu, nos obriga a dirigir os olhares para a trajetória econômica deste país, que após duas décadas de crescimento econômico de dois dígitos, foi fortemente afetado pela crise financeira internacional, no final do ano passado. No segmento de comércio exterior, as exportações e as importações declinaram, com reflexo na desaceleração do Produto Interno Bruto. Entretanto, o otimismo parece estar voltado para os últimos resultados. No primeiro trimestre deste ano, o crescimento do PIB foi de 6,1%, considerando um contexto de resultados negativos pelo mundo a fora. No segundo trimestre, o PIB cresceu 7,9%, comparativamente, ao mesmo período do ano anterior. Nesse primeiro semestre do ano, a riqueza gerada no país somou 13,98 trilhões de Yuan, ou US$ 2,04 trilhões. Há de se considerar que o governo vem desenvolvendo ações para fortalecer a demanda efetiva, de forma a alcançar a meta de crescimento de 8% neste ano.
No caso da Região Norte Fluminense, especialmente, São João da Barra, o interesse inicial pela China passa pela dinâmica do comércio da “commodity” minério de ferro.
Neste caso, os indicadores mostram o quanto esta atividade foi impactada pela crise.


Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

O gráfico a seguir mostra a evolução dos preços contratuais da exportação de minério no periodo de outubro de 2008 a junho de 2009. É visível a retração do preço da tonelada negociada nesse periodo de crise. Em junho observa-se uma queda de 34,07% no preço em relação a outubro.



segunda-feira, 13 de julho de 2009

Indice de conservação ambiental na Região Norte Fluminense

Indices de conservação ambiental calculados pelo Centro de Informções e Dados do Rio de Janeiro - CIDE, para os municipios do Estado do Rio de Janeiro, tem em sua base a forma como que esses municípios tratam os mananciais de abastecimento, o esgoto, a destinação final de resíduos sólidos urbanos, a remediação dos vazadores e as áreas protegidas municipais. No caso da Região Norte Fluminense, pode-se observar fortes mudanças nos indices de 2010 em relação a 2009. Campos, Macaé e São João da Barra apresentaram melhora nos seus índices, enquanto os outros municípios apresentaram queda. Os gestores públicos precisam entender a importância de cuidar bem dos aspectos ambientais nos seus municípios, já que representa aumento da receita orçamentária. Em 2009 o Estado distribuiu R$150 milhões correspondente ao ICMS verde, cujo valor pode dobrar até 2011.
O gráfico abaixo apresenta os indices de conservação para os municípios da Região Norte Fluminense nos anos de 2009 e 2010.


Operações bancárias na Região Norte Fluminense

O quadro ao lado apresenta os saldos de crédito, depósito a vista do governo, depósito a vista do setor privado e depósito a prazo, no mês de abril de 2009, referentes aos municípios da Região Norte Fluminense (Banco Central do Brasil). Para verificar o papel do sistema financeiro no desenvolvimento econômico, a teoria pós-keynesiana indica a análise dos índices de preferência pela liquidez do público - PLP (depósitos a vista / depósito total) e preferência pela liquidez dos bancos - PLB (crédito / depósito a vista). O PLB mostra a disposição dos bancos em gerar operações de crédito dos depósitos a vista nos municípios, enquanto o PLP mostra a disposição do público em aplicar os recursos disponíveis na rede bancária local. Assim, quanto menor é o indicador, melhor é a situação do município, no que diz respeito, a confiança e capacidade de atrair investimentos produtivos.


Observando o gráfico ao lado, o município de Campos apresenta indicadores bem mais razoáveis do que os outros municípios. Segundo a teoria, regiões com uma melhor estrutura bancária e melhor estrutura econômica atraem recursos de regiões menos desenvolvidas e com uma estrutura bancária deficiente. Na Região Norte Fluminense, Campos valida a teoria apresentando índices baixos de PLP e PLB, enquanto Cardoso Moreira apresenta indicadores bem elevados.
Uma avaliação mais ampliada foi verificada na região para os períodos de 1999 e 2006, cujos resultados foram postados neste blog. Os resultados atuais indicam uma razoavel melhora em termos que confiança nos municípios de Campos, Macaé e Quissamã e uma piora no município de São João da Barra.

sábado, 11 de julho de 2009

A importância do ICMS Verde para os municípios

Excelente a análise postada em 9 de julho no blog "O Vagalume" do Noroeste Fluminense, por Angeline Coimbra, sobre a situação ambiental da região.
Essa discução, num contexto mais aberto, é fundamental para sensibilizar os gestores públicos sobre a importância da tematica. Não conheço bem a região noroeste a não ser as restrições orçamentária. Contrariamente, a Região Norte Fluminense, apesar da abundancia de recursos em alguns municípios produtores de petróleo, a situação ambiental é bem precária. Questões básicas estão descobertas gerando problemas sérios para as populações desses municípios. É necessário que as comunidades se organizanizem para cobrar ações mais efetivas do governo, de forma que os munícipes possam alcançar uma melhor qualidade de vida. Por esse aspecto, parabenizo a discussão sobre as dificuldades da Região Noroeste Fluminense. Afinal, recursos estaduais estão disponíveis para projetos ambientais.

terça-feira, 7 de julho de 2009

São João da Barra a pequena Xangai?





As expectativas geradas, em função das recentes notícias, de que São João da Barra poderá seguir os passos da cidade de Xangai, na China, motivou esse espaço conhecer um pouco mais esta dinâmica cidade e compartilhar as informações.
Nas nossas verificações identificamos que Xangai é a maior cidade da China. Com 18,7 milhões de habitantes, distribuídos numa área de 6.340 k2, é considerada a Nova York da Ásia por suas ruas largas, muitas luzes coloridas, inúmeros espaços publicitários, arranha-céus comerciais, dinâmica corporativa frenética e um transito intenso.
A cidade como carro-chefe da economia e comércio chinês, tem a sua riqueza centrada na Indústria. A produção industrial, bem diversificada, se divide na construção de maquinarias, mecânica, têxteis, eletrônica, borracha, couro e alimentares. Complementam essas atividades, instalações siderúrgicas, metalúrgicas e químicas (fertilizantes, fibras, plástico, tinturas) e estaleiros navais.
A moderna estrutura econômica e financeira da cidade foi construída no contexto da reforma econômica iniciada na década de 90. O inovador parque industrial, a excelente infra-estrutura logística e o dinâmico setor de serviço, possibilitam a cidade ostentar uma das mais altas taxas de crescimento econômico do país.
No período de 1991 a 2005, o PIB municipal cresceu, em média, 12% ao ano. Em 2004 a economia correspondia a 5,5% do PIB chinês, com a seguinte distribuição: 1,33% correspondente ao setor primário; 46,88% correspondente ao setor secundário e 47,68% correspondente ao setor terciário. Neste último setor chama atenção o grau de sofisticação das atividades de transporte, armazenamento, informática e software, comércio, hotéis e restaurante, finanças e seguro e imobiliários.
Xangai como o terceiro porto do mundo, em termos de volume de container, registrou em 2005 um volume de comércio exterior correspondente US$ 73,52 bilhões de exportação e US$ 86,5 bilhões de importação.
São João da Barra e região serão beneficiários do porto, entretanto, uma economia dinâmica e inovativa dependem de outros fatores além da estrutura portuária. Conforme podemos observar, a cidade de Xangai, apesar da referencia portuária, se constitui numa base industrial substancial que lhe permitiu toda modernização, ocorrida em um período de tempo, razoavelmente, curto. Por trás dessa dinâmica, existem aspectos históricos e culturais, além de uma política educacional, industrial e tecnológica muito bem estruturada. Talvez estes aspectos sejam a razão de tanto sucesso.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Indicadores de trabalho na Região Norte Fluminense em Maio

O movimento de trabalho na Região Norte Fluminense, em maio de 2009, apresenta os resultados dos indicadores de admissão, desligamento e saldo. O município de Campos se desatacou com o maior saldo entre os municípios da região. Foram 2.773 admissões no mês, contra 1.992 desligamentos e um saldo de 781 empregos líquidos. Dentre as ocupações que mais admitiram se destaca a dos trabalhadores na cana-de-açúcar, seguida por servente de obras, vendedores do comércio, operadores de sistemas de irrigação e auxiliar de escritório.
O município de Macaé aparece em segundo lugar no mês, com um saldo de 426 empregos líquidos. Foram 3.887 admissões contra 3.461 desligamentos, com destaque para as ocupações de servente de obras, vendedores do comércio, cozinheiro e auxiliar de escritório, que mais admitiram. Resultados importantes, também foram identificados em São João da Barra. O município registrou 342 admissões contra 128 desligamentos, gerando um saldo de 214 empregos líquidos no mês, com destaque para as ocupações de servente de obras, gari, motorista de caminhão, contínuo, coletor de lixo e auxiliar de escritório, que mais admitiram.

Na consolidação do período janeiro a maio de 2009, Macaé apresentou um saldo acumulado de 1.084 empregos líquidos; São João da Barra ocupou o segundo lugar na região com 696 empregos líquido, seguido por Campos com um saldo de 432 empregos líquidos. O quadro a seguir apresenta os saldos acumulados no período para todos os municípios da região.





Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Uma visão realista sobre trabalho na Região Norte Fluminense

A divulgação sobre geração de trabalho na Região Norte Fluminense se transformou numa potencial estratégia, especialmente, para os políticos interessados em mostrar a sua importância. Primeiro, não é o político que capta investimentos. As empresas só investem em projetos que garantam resultados, portanto, a certeza de ter ou não um investimento num determinao local depende, essencialmente, da viabilidade econômica do projeto. Uma outra preocupação é o número de empregos divulgados para cada projeto. Parece bem exagerado.

Os indicadores acima sobre o mercado de trabalho na região, apurados pelo Censo de 2000 realizado pelo IBGE, mostram uma situação que ajuda a entender melhor a questão do emprego. Podemos observar que em 2000, a população economicamente ativa ocupada na região, somava 264.747 trabalhadores, dos quais 120.082 eram informais, ou seja, 45,36% dos trabalhadores ocupados na região estavam na informalidade. Isso mostra a real dificuldade de inserção dessa população trabalhadora em investimentos que exigem qualificação profissional. Por mais que esses dados não sejam atuais, o presente momento não deve ser tão diferente, já que capacitar pessoas e construir infraestruura demanda tempo e a região não demonstrou tanta evolução nesses nove anos.


O gráfico ao lado, indica a situação do trabalho informal em cada municipio da região, segundo o mesmo censo.
Por outro lado, com certeza uma discussão muito relevante talvez não chame a atenção da região. Trata-se da lei que entrou em vigor em primeiro de julho e regula, extamente, a questão da informalidade.
É o Programa Microempreendedor Individual (MEI), que ajudará a formalizar a vida de 11 milhões de trabalhadores no país, possibilitando benefícios diversos a essa classe até então excluida da cobertura social. O programa para a região é muito importante, pois pode inserir um número representativo desses trabalhadores, os quais poderão gerar novos empregos e internalizar beneficios como: cobertura previdenciária, acesso bancário, redução tributos e, fundamentalmente, cidadania.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A Região Norte Fluminense como potencial exportadora de minério de ferro

A Região Norte Fluminense como futura potencial exportadora de minério de ferro, em função da construção do complexo portuário do Açu, em São João da Barra, deve voltar seus olhos para a conjuntura mundial, especialmente, no que diz respeito a tendencia do comércio exterior de minério de ferro. Os indicadores acima possibilitam um leitura importante sobre essa questão.
Conforme pode-se verificar a crise financeira internacional afetou em cheio esta atividade. Considerando como base o preço de US$ de 71,7 por tonelada em outubro de 2008, vemos que apesar do leve crescimento em novembro, a tendencia ao logo do ano de 2009 é declinante. Em maio foi praticado o menor preço nesse periodo, US$52,39 por tonelada, ou seja, uma queda de 26,93% em relação ao preço de outubro de 2008 (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Apesar do cenario pessismista em relação a economia mundial, a China, como parceiro importante do Brasil nessa atividade, apresentou um crescimento positivo ano passado, mesmo que menor do que a média das últimas décadas. Agora é esperar a conclusão do porto e torcer para a recuperação econômica do resto do mundo, já que a China também precisa vender seus produtos para manter a sua dinamica industrial.