quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A movimentação do câmbio em dezembro de 2009


O câmbio em 2009 apresentou o pior resultado em termos de aplicação financeira. O dólar perdeu nominalmente 25,3% no ano. Especialistas esperavam uma cotação final em torno de R$2,25 no final do ano, valor muito acima da cotação de R$1,7430 no dia 30.
A desvalorização do dólar em 2009 continua sendo uma preocupação para os exportadores brasileiros que perdem competitividade em função dos preços elevados pela valorização do real refletida nos contratos de câmbio. A região norte fluminense tem interesse na conjuntura do comérico internacional, já que se transformará num corredor de exportação importante com o funcionamento do porto do Açu.

FELIZ ANO NOVO A TODOS E MUITAS REALIZAÇÕES

São os votos do amigo, Alcimar Chagas
.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Execução Orçamentária na Região Norte Fluminense

Três municípios depositaram na base de dados da Secretaria do Tesouro Nacional, os relatórios contábeis atualizados de janeiro a outubro de 2009. O município de São João da Barra depositou o período de janeiro a junho deste ano. Os outros municípios da região não depositaram nenhum relatório deste ano.

Macaé com uma previsão de receitas correntes no ano de 1 bilhão e trinta e nove milhões, realizou 83,79% até outubro. As receitas tributárias previstas em 199,5 milhões, foram superadas em 130,70% no mesmo período, representando 25% das receitas correntes previstas. Das despesas correntes previstas em 773,1 milhões, 86,11% foram liquidadas até outubro e o investimento liquidado representou 12,94% das despesas correntes previstas.

Quissamã com uma previsão de receitas correntes no ano de 201,7 milhões, realizou 65,28% até outubro. As receitas tributárias previstas em 7,7 milhões, foram realizadas 48,99% no mesmo período, representando 1,88% das receitas correntes previstas. Das despesas correntes previstas em 173,8 milhões, 72,45% foram liquidadas até outubro e o investimento liquidado representou 4,75% das despesas correntes previstas.

O terceiro município, Cardoso Moreira, com uma previsão de receitas correntes no ano de 29,5 milhões, realizou 77,75% até outubro. As receitas tributárias previstas em 483,5 mil, foram realizadas 79,36% no mesmo período, representando 1,29% das receitas correntes previstas. Das despesas correntes previstas em 39,1 milhões, 50,99% foram liquidadas até outubro e o investimento liquidado representou 4,42% das despesas correntes previstas.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Movimentação dos Royalties e Participações Especiais na Região Norte Fluminense em 2009

Os dados referentes as remunerações de royalties no ultimo mês de 2009 são apresentados na tabela ao lado. Campos dos Goytacazes liderou, na região norte fluminense, com R$40,2 milhões em dezembro e R$419,6 milhões no ano. Em segundo lugar, Macaé recebeu R$28,3 milhões em dezembro e R$ 294,5 milhões no ano. São João da Barra recebeu R$6,8 milhões em dezembro e R$ 73,1 milhões no ano, seguido por Quissamã com receita de R$6 milhões em dezembro e R$ 65,9 milhões no ano.
As transferências relativas a Participação Especial ao longo do ano, contribuiu para aumentar o caixa dos municípios produtores. A tabela abaixo, apresenta as parcelas trimestrais ao longo de 2009.












Relativo ao volume de Participação Especial, Campos também liderou com arrecadações trimestrais de R$101 milhões em fevereiro, R$76,5 milhões em maio, R$113 milhões em agosto e R$134,6 milhões em novembro. São João da Barra aparece em segundo lugar com arrecadação de R$16,2 milhões em fevereiro, R$16,8 em maio, R$25,5 milhões em agosto e R$26,7 milhões em novembro. Macaé e Quissamã e Carapebus completam a tabela de arrecadação de Participação Especial em 2009.

A tabela a seguir, apresenta os volumes acumulados creditados nas contas dos municípios produtores de petróleo na região em 2009.














Considerando o somatório da arracadação mensal de royalties e participação especial, Campos arrecadou em 2009 a quantia de R$844,9 milhões. Macaé ficou em segundo lugar com uma arrecadação de R$344,9 milhões, seguida por São João da Barra com R$158,5 milhões, Quissamã com R$88,8 milhões e Carapebus com R$22,6 milhões.
Para o município de São João da Barra, o volume acumulado arrecadado no ano equivale a 52,63% das receitas orçamentárias. Para Quissamã a equivalência é de 44,05%, enquanto que para Macaé é de 33,18%. Esses indicadores mostram a forte dependência de São João da Barra a fonte arrecadação de royalties.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um Feliz Natal e Um Ano Novo de Sucesso

Desejamos a todos os amigos que compartilham de nossas discussões através desse blog, um Feliz Natal e um Ano Novo de pleno sucesso e muitas felicidades. Esperamos que o próximo ano seja o marco de um novo ciclo econômico na região, capaz de transformar as condições de subdesenvolvimento e exclusão hoje muito presente na vida de muitas famílias. Que esse novo ciclo possa melhorar a condição de desigualdade existente e criar bem estar social através de maior nível de emprego e renda.
Finalmente, que os gestores públicos possam ser iluminados com mais sabedoria de forma a se inserir melhor nesse novo momento da região. Um grande abraços a todos do amigo
Alcimar Chagas.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Movimentação de emprego nos municípios da RNF com menos de 30 mil habitantes

A movimentação do emprego em novembro na região norte fluminense, nos municípios com menos de 30 mil habitantes, acentua a liderança de São João da Barra. Só como lembrança, os investimentos do complexo portuário do Açu se desenvolvem no município que não responde as previsões iniciais sobre o quantitativo de emprego gerado. Conforme o gráfico abaixo, de junho a novembro os saldos entre admissões e desligamento tem sido negativos.












Os outros municípios desse grupos não apresentam resultados mais representativos. Quissamã acaba sobressaindo em função dos resultados excessivamente negativos. São 69 vagas destruidas no ano, apesar dos projetos de atração de negócios e a robusta receita de royalties. Realmente é um caso que merece uma avaliação mais aprofundada.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O êxodo de moradores nos municípios do norte e noroeste fluminense

O combate a fuga de moradores nos municípios das regiões norte e noroeste fluminense deve receber novas abordagens. O discurso genérico de investimento na agricultura, pecuária, turismo, etc., não quer dizer nada. É preciso pensar estratégicamente o ambiente municipal ou os ambientes integrados e seus recursos tangíveis e intangíveis, de forma a poder desenhar formas de organização produtivas mais adequadas a realidade de cada município. Essa organização produtiva precisa apresentar traços inovativos com caracteríticas integrativas das atividades primárias, secundárias e terciárias. Outro aspecto importante é a orientação em direção a ação coletiva, através da interação entre organizações públicas e privadas. A estratégia deve fomentar a formação de capital social, gerar e disseminar informação e conhecimento.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Vale a pena conferir o Bistrô Galeria


O Bistrô Galeria está funcionado de quarta a sábado a partir das 18 horas. Petiscos de qualidade e drinks especiais são servidos, assim como a cerveja bem gelada. Por lá tem aparecido muitos amigos para desfrutar do conforto desse novo espaço de lazer. Veja a seguir a localização e como chegar. Trata-se de um bairro totalmente residencial, tranquilo e com uma boa infra-estrutura.
Vale a pena conhecer!






sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Boas praticas de comércio

Parabéns a São Francisco de Itabapoana pela preocupação com as boas praticas de relacionamento no comércio, agindo na organização das relações entre fornecedores e consumidores. Lá existe CDL e foi estruturado recentemente o Procon. Outros municípios da região poderiam se espelhar.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Análise do Emprego nos Municípios da RNF com mais de 30 mil habitantes em novembro

A trajetória do emprego na Região Norte Fluminense mantém Campos dos Goytacazes na liderança com um saldo acumulado de 2.231 empregos líquidos em novembro deste ano. Pode-se observar um volume 2.862 desligamentos no mês, dos quais 1.096 ocorreram no setor agropecuário, negativando o saldo em novembro. Tal fato está relacionado ao fim da safra de cana-de-açúcar.
O município de Macaé apresentou uma leve melhora em relação aos meses anteriores, já que em novembro o impacto dos desligamentos foi menor. Desta forma, o saldo acumulado no período alcançou 391 empregos líquidos, bem menor do que o saldo gerado em Campos.
São Fidélis, manteve o saldo acumulado negativo em 864 empregos perdidos e São Francisco de Itabapoana evoluiu aumentando o saldo acumulado para 136 empregos líquidos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A presença do Estado nos Municípios do Brasil. O perfil da Região Norte Fluminense



O Instituto de Economia Aplicada (IPEA), apresentou os resultados da pesquisa sobre a presença do Estado no Brasil: federações, suas unidades e municipalidade. Indicadores como educação, saúde, segurança pública e previdência social foram analisados, aflorando as dificuldades, especialmente, nos municípios mais carentes. Por exemplo, foi detectado que somente 157 municípios do país possuem estabelecimentos de ensino superior, isso representa 2,8% do total dos municipios no país. Desses, 23,6% concentram-se em São Paulo, caracterizando concentração geográfica de universidades públicas.
A tabela acima apresenta indicadores de população, área, número de famílias pobres, PIB per capita e o número de funcionários públicos para os municípios da Região Norte Fluminense.
Com base nesses dados calculamos o percentual representativo do número de familias pobres em relação a população, para identificar o peso relativo da pobreza nos municípios da região. Pudemos verificar que São Francisco de Itabapoana é o o município mais pobre da região, já que apresentou o maior percentual, 7,36%. Em segundo lugar aparece Cardoso Moreira, com um percentual de pobreza de 6,91%. A seguir surgem Conceição de Macabu com 5,82%, São Fidélis com 5,77%, São João da Barra com 5,72%, Quissamã com 5,22%, Carapebus com 4,98%, Macaé com 4,66% e Campos dos Goytacazes com 4,27%, apresentando o menor padrão na região. Pode-se observar que os municípios produtores de petróleo apresentam padrões de pobreza em menor escala.
Como forma de comparação, levantamos os mesmos padrões para alguns municípios de São Paulo. Ribeirão Preto apresentou um percentual de 2,14%; Americana 2,22%; Bauru 2,40%; São Carlos 2,46% e Piracicaba 2,72%, o que demonstra uma condição diferenciada da correspondente a região fluminense. Há de se considerar que os municípios indicados em São Paulo não recebem royalties de petróleo.
A comparação entre os indicadores dos municípios fluminenses e paulistas mostra a participação do poder público na busca de melhores condições socioeconômicas em seus espaços . Quanto melhor o resultado, maior o exito da gestão pública.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Movimentação bancária em setembro de 2009

A movimentação bancária em setembro nos municípios da Região Norte Fluminense, conforme figura ao lado, apresenta variações importantes. Em relação as operações de crédito nos municípios produtores de petróleo, pode-se observar um crescimento de 3,66% em Campos, 4,66% em Carapebus, 6,88% em Macaé, 2,56% em Quissamã e 1,83% em São João da Barra.
Quanto ao volume dos depósitos a vista do setor privado, observa-se redução em diversos municípios. O gráfico a seguir apresenta as variações do depósito a vista privado de setembro em relação a agosto. Dos municípios produtores de petróleo, somente Campos e Macaé apresentaram variação positiva. Carapebus teve o saldo de depósito a vista privado reduzido em 33,95%, Quissamã apresentou queda de 17,95%, Conceição de Macabu 15,09% e São João da Barra 14,12%.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Comércio Externo do Minério de Ferro do Brasil


A exportação brasileira de minério de ferro ainda amarga os reflexos da crise financeira internacional de setembro do ano passado. O mês de novembro deste ano raticou a trajetória de declínio com queda do volume exportado de 14,69% em relação a outubro. O valor bruto em dólares caiu 13,91% no mesmo periodo, enquanto o preço por tonelada apresentou um leve crescimento de 0,67%.
O gráfico a seguir apresenta toda a evolução a partir de outubro de 2008, mês seguinte a explosão da crise no Estados Unidos da América.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cotações diária do dólar em dezembro

As cotações do dólar comercial e do dólar paralelo são apresentadas na figura ao lado. Os primeiros dias do mês de dezembro apresentaram uma tendência de queda. No dia primeiro foi registrada a maior queda do mês. O dólar comercial caiu 1,76% em relação ao último dia de novembro e o dólar paralelo caiu 1,6. Somente no quarto dia do mês verificou-se uma certa recuperação.


O gráfico a seguir apresenta a evolução das cotações no mês de dezembro.


Evolução da exportação brasileira de açúcar bruto em 2009

A exportação brasileira de açúcar bruto em novembro apresentou uma boa dinâmica. O volume exportado, na casa de 1.853 mil toneladas superou outubro em 8,70%. O valor da receita de US$745,5 milhões superou outubro em 17,99%, refletindo a elevação do preço por tonelada. O preço de US$402,3 por tonelada em novembro superou o mês anterior em 8,7%.
O gráfico a seguir apresenta a evolução dos preços praticados ao longo dos onze meses do ano.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Como Miracema, é necessário olhar para a agricultura familiar















A iniciativa do município de Miracema, através da secretaria de meio ambiente e desenvolvimento agropecuário, de implementar um novo modelo de organização para a agricultura familiar com característica integrada e sustentável, deve servir de exemplo para toda região. Esse tipo de organização muito se parece com o modelo mandala. Trata-se de um sistema de irrigação circular de baixo custo que facilita a produção de alimentos de subsistência. Conhecida também como unidade familiar de produção agrícola sustentável a mandala possui um tanque, com capacidade para até 30 mil litros de água, abastecido por cisterna ou açude. Ao redor do tanque, são cultivados alimentos básicos como feijão, arroz, mandioca, batata, hortaliças e frutas. O importante é que modelos com essas caracteristicas fortalecem o empreendedorismo e induzem a inovação. A participação do poder público como comprador dos produtos para escola e outras instituições garante a evolução do projeto. Importante é acreditar que é possível a inserção de pequenos negócios quando se tem estratégias como a associada ao presente modelo de organizção produtiva.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Bistrô Galeria: um novo conceito em gastronomia em São João da Barra

No contexto das transformações de ordem econômica em São João da Barra, surge mais um negócio do setor de serviços. Trata-se do Bistrô Galeria, empreeendimento que define em sua missão a materialização de um novo conceito em gastronomia. O negócio está baseado na estratégia da inovação e na busca permanente por diferenciação. Fundamentos como o respeito pelo cliente, a busca contínua da qualidade e o esforço de cooperação com os parceiros dão o norte as ações, segundo os dirigentes.
O Bistrô funcionará de quarta a sábado a partir das 18 horas com grande diversidade de drinks e bebidas, além de petiscos de qualidade e pratos quentes. O ambiente agradável e confortável completa essa nova alternativa, que para os dirigentes, é o diferencial que os moradores e visitantes merecem.
O Bistrô Galeria será inaugurado no dia 11 de dezembro, sexta feira, as 18 horas.

O mapa a seguir indica a localização.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Seminário de Desenvolvimento Regional do Norte Fluminense

Será realizado nos próximos dias 2 e 3, no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), em Campos dos Goytacazes, o Seminário de Desenvolvimento Regional do Norte Fluminense. O objetivo do evento é discutir o crescimento socioeconômico da região a partir dos investimentos privados e conhecer as políticas de desenvolvimento orientadas pelos governos federal, estadual e municipal.
Programação do evento:
Dia 2 (Quarta-feira)
17h30 - Credenciamento - Hall de entrada do auditório, nº 1 da Uenf18h - Cerimônia de abertura18h30 – Gestão compartilhada para o desenvolvimento regionalPalestrante: João de Paula – Consultor especializado em desenvolvimento regional19h30 – A importância de programas de desenvolvimento regional na agenda das políticas governamentaisPalestrante: Paulo Pitanga do Amparo – Diretor da Secretaria de Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional
Dia 3 (Quinta-feira)
9h – Decisão Rio 2010 / 2012Palestrante: Cristiano Prado – Gerente de novos investimentos da Firjan9h45 – A importância da política estadual para o desenvolvimento regionalPalestrante: Representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviço10h15 - Potencialidades e oportunidades de negócios para o desenvolvimento do Norte fluminensePalestrante: Antônio Batista – Gerente da Área de Desenvolvimento Territorial do Sebrae/RJ11h30 – Debate: Construindo uma agenda positiva para o biênio 2010/2011Moderador: Orlando Thomé13h – Almoço Livre14h – Encontro de negócios
O Seminário é uma realização do Sebrae/RJ em parceria com a Firjan; Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços; Prefeitura de Campos dos Goytacazes; Ministério da Integração; Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf); Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos e Associação Comercial e Industrial de Campos dos Goytacazes.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

MMX capta recursos e atrai novos acionistas

A empresa MMX pretende levantar um valor em torno de US$ 650 milhões. A oferta privada de ações permitirá a entrada da Wuhan Iron and Steel (Wisco) no capital com aporte de US$ 400 milhões. Quanto ao restante, acionistas minoritários completarão o valor.

Cotação do dólar comercial e dólar paralelo em novembro de 2009

A figura ao lado apresenta as cotações diárias do dólar comercial de venda e do dólar paralelo. No fechamento do mês de novembro, o dólar comercial cresceu 0,68% no dia 30 em relação ao dia 27. Esta cotação superou todas as cotações anteriores no mês. A cotação do dólar paralelo no último dia do mês superiou em 3,78% a cotação do dia 27, sendo a mesma cotação, a exemplo do dólar comercial, a maior do mês.

O gráfico a seguir apresenta a trajetória dos dois indicadores nos dias de novembro de 2009.



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Análise da relação receita de royalties / emprego nos municípios produtores de petróleo na RNF

Levando em consideração a receita acumulada de royalties a cada ano (valores em R$1.000) nos municípios produtores de petróleo da Região Norte Fluminense e relacionando-a ao saldo acumulado de emprego gerado anualmente em cada município, analisamos a dinâmica econômica desses sistemas econômicos, já que, teoricamente, esses recursos deveriam fomentar investimentos públicos e privados, cujo reflexo se daria imediatamente na geração de novos empregos. Para isso, levantamos as receitas a cada ano (em 2009 computamos até novembro) e relacionamos ao saldo de emprego gerado (em 2009 o saldo acumulado compreende o período janeiro/outubro) e calculamos um índice para cada município. O índice, quanto menor ele for melhor é a condição do município, já que representa uma melhor produtividade dos recursos, em função do maior número de emprego relativo por unidade monetária.

Neste caso, o sistema econômico de Campos dos Goytacazes mostra a sua força econômica mantendo uma certa estabilidade em 2006, 2008 e 2009, com indicadores 0,1172; 0,281 e 0,116 respectivamente, sendo que neste último ano verificou-se uma forte recuperação da produtividade no contexto da utilização desses recursos. Em 2007 o resultado foi extremamente negativo, com a destruição de empregos (demissão superior a admissão).
O sistema econômico de Carapebus apresenta coeficientes altos, identificando pouca eficácia na gestão dos recursos, apesar do declínio desse coeficiente ano a ano. Em 2006 esse indicador era 3,466 caindo para 0,938 em 2009.
Em Macaé, pode-se observar uma condição ótima de produtividade dos recursos no período de 2006 a 2008, onde os indicadores foram 0,041; 0,043 e 0,040, portanto uma produtividade superior a de Campos. Porém neste ano, o quadro se inverteu e o mesmo coeficiente subiu para 2,744 caracterizando dificuldades na relação royalties / emprego.
O sistema econômico de Quissamã apresenta forte debilidade no contexto dessa análise. Em 2006 o coeficiente de produtividade dos recursos foi 0,439, no ano seguinte houve destruição de emprego, em 2008 esse coeficiente subiu para 4,044 e em 2009 voltou a ocorrer forte destruição de empregos.
O sistema econômico de São João da Barra, teoricamente, grande beneficiário dos investimentos do complexo portuário do Açu, em 2006 tinha um alto coeficiente da ordem de 2,209, isso quer dizer baixa produtividade dos recursos. Com a chegada do porto em 2007, esse índice caiu para 0,238 melhorando sensivelmente a relação. Em 2008, com o avanço das obras, esse índice caiu ainda mais para 0,109. Neste ano, apesar da avanço das obras, de junho a outubro o saldo de emprego ficou negativo, o que fez com que o índice que relaciona royalties a emprego subisse para 0,208. É importante observar que São João da Barra é a sede de um grande projeto de característica exógena, onde a gestão pública local não exerce nenhuma indução ao investimento privado. De qualquer forma, observa-se que o substancial investimento não confirma os números de empregos divulgados anteriormente pelas partes interessadas.

O gráfico a seguir apresenta a evolução desses índices para os municípios.





quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Transferência de Royalties em novembro de 2009

A ANP divulgou os valores relativos a compensação de royalties, transferidos para estados municípios, competência setembro 2009. Os valores correspondentes aos municípios produtores da Região Norte Fluminense apresentaram uma queda em relação a outubro. Quissamã sofreu a maior queda, ou seja, -31,12%, seguido por Campos dos Goytacazes com queda de -16,73%, Macaé -10,62 e São João da Barra, com uma queda de -2,50%. No acumulado do ano, Campos recebeu 379 milhões, valor maior 42,6% do valor recebido por Macaé, cujo valor somou 266 milhões. Na terceira posição o município de São João da Barra já arrecadou neste ano 66, 2 milhões.
O gráfico a seguir apresenta a variação percentual de arrecadação nos municípios produtores em novembro com base em outubro.



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cotação diária do dólar em novembro de 2009

Cotação do dólar comercial nesta terça feira: 1,7350 com alta de 0,40% em relação ao dia anterior. O dólar paralelo fechou em 1,8500.

Emprego nos municípios com menos de 30 mil habitantes na RNF

Os municípios com menos de 30 mil habitantes na Região Norte Fluminense apresentam o movimento de trabalho em outubro na figura acima. Os saldos mais relevantes foram o de Quissamã, onde as 47 demissões no mês superaram as 19 admissões gerando um saldo negativo de 28 vagas destruidas e de São João da Barra, cujas demissões superaram as admissões, gerando um saldo de 91 vagas destruidas no mês. O gráfico a seguir apresenta a evolução dos saldos de trabalho em São João da Barra no período de janeiro a outubro de 2009.
Observa-se que apesar dos investimentos referentes ao complexo portuário do Açu, nos meses de junho, julho, agosto, setembro e outubro as demissões superaram as admissões no município, reduzindo fortemente o saldo acumulado no ano. O saldo acumulado no ano representa 319 vagas de emprego criadas.



Palestra no Palácio Cultural em São João da Barra discute a empresa e o contexto de transformação


Palestra no Palácio Cultural em São João da Barra debateu a empresa e o contexto de transformação. O professor Alcimar Chagas falou para os estudantes e professores da Universidade Luterana do Brasil-ULBRA sobre a empresa, sua estrutura no formato de sistema e os contornos do ambiente sócioeconômico. A discussão evoluiu na perspectiva histórica, onde a organização do trabalho pode ser vista sob o foco pré-capitalista, taylorista fordista e pós fordista ou flexivel. O processo de desverticalização produtiva que culminou no surgimento das pequenas empresas foi enfocado, acentuando a exigencia da inovação como elemento essencial para a competitividade. Complementarmente, foi discutido o conceito de empreendedorismo e seus desdobramentos, além dos diferentes formatos de configurações produtivas como distritos industriais, clusters, arranjos produtivos locais, os quais tem possibilitado a inserção de pequenas empresas ao atual modelo de acumulação capitalista orientado para o mercado.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cotação diária do dólar em novembro de 2009

Cotação do dólar comercial nesta segunda: 1,7280 com queda de -0,23% em relação ao dia anterior. O dólar paralelo fechou em 1,8500 com alta de 0,54% .

domingo, 22 de novembro de 2009

A trajetória da exportação brasileira de minério de ferro

A trajetória da exportação brasileira de minério de ferro passou a ser importante para a Região Norte Fluminense, especialmente São João da Barra, sede do complexo portuário do Açú, já que esse porto tem por finalidade principal escoar minério de Minas Gerais para o exterior. Na outra ponta a dinamica econômica da China também passa a ser importante para a região que, consequentemente, se beneficiará de investimentos importantes para a geração de emprego e renda.
A figura acima apresenta a evolução da exportação brasileira de minério de ferro de outubro de 2008 a outubro de 2009. Neste período, a crise financeira americana impactou negativamente nos negócios, derrubando o preço da commodity. A China, como grande importador de minério, sentiu com a crise mas logo esboçou recuperação mantendo sinais de crescimento industrial. Apesar do crescimento industrial da China, a Europa e os Estados Unidos ainda apresentam dificuldades de crescimento no produto, o que acaba refletindo na trajetória declinante nos preços praticados nos contratos de exportação de minério. O gráfico a seguir mostra essa trajetória.





Execução Orçamentária nos municípios de Macaé e Quissamã













Somente os municípios de Macaé e Quissamã disponibilizaram na base da Secretaria do Tesouro Nacional os dados da execução orçamentária referentes ao quarto bimestre de 2009. A figura acima permite a análise de indicadores importantes como receitas correntes, receita tributária, tranferências correntes, despesas com pessoal e investimento.
Macaé já executou 66,78% das receitas correntes, 105,26% da receita tributária, 56,78% das transferências correntes. Um dado importante é que a receita tributária representou nesse período 30,25% das receitas correntes. O município se beneficia dessa receita própria, em função do grande número de empresas que operam localmente. As transferências correntes representaram 59,57% das receitas correntes no mesmo período. Do lado da despesa, verifica-se o peso da folha de pagamento representando 45,44% das receitas correntes, enquanto o investimento chegou a 11,10%.
O município de Quissamã realizou 51,60% das receitas correntes, 41,04% da receita tributária e 51,78% das transferências correntes. A receita tributária alcançou somente 3,05% das receitas correntes, concentrando 94,14% nas transferencias correntes. O grau de dependência do município as transferências é substancial. Do lado da despesa, a folha de pagamento e os encargos consumiram 44,67% das receitas, enquanto o investimento consumiu somente 7,12%.

Cotação diária do dólar em novembro de 2009

Este blog vai disponibilizar indicadores econômicos de interesse de diversos membros da sociedade no dia a dia. Inicialmente apresentamos a cotação de venda do dólar comercial e paralelo ao longo de novembro de 2009. Podemos verificar uma certa estabilidade na evolução dos preços, apesar de suave subida nos últimos dois dias úteis do mês. Existe uma certa pressão dos exportadores brasileiros que reclamam da valorização do real frente ao dólar, o que tem dificultado os negócios no exterior, já que encarece os produtores brasileiros, favorecendo a demanda de produtores estrangeiros.
O gráfico a baixo demosntra a evolução tanto do dólar comercial, quanto do dólar paralelo ao longo do mês.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A trajetória do comércio de açúcar

A redução da oferta de açúcar no mundo refletiu na elevação dos preços internacionais neste ano. O preço da commodity nos contratos das exportações brasileiras variou 29,67% entre outubro/janeiro. Apesar da valorização verificada ao longo do ano, observa-se que o volume exportado não segue a mesma dinamica. Depois de queda em fevereiro, março, abril e maio, no trimestre seguinte ocorreu uma leve recuperação e, posteriormente, um maior crescimento em setembro e outubro. Na evolução do período outubro / janeiro, observou-se um crescimento de 15,66% do volume exportado. O gráfico a seguir apresenta essa trajetória.










O gráfico abaixo apresenta a evolução das exportações do açúcar bruto em mil toneladas e em milhões de dólares para o período analisado. Os dados analisados mostram que a forte valorização do preço do açúcar no mercado interno não se justifica pela redução da oferta mundial, já que as exportações brasileiras não apresentaram um crescimento que justificasse um desequilíbrio tão acentuado entre a oferta e a demanda interna, capaz de pressionar os preços na ordem em que são observados.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Movimentação Bancária na Região Norte Fluminense em agosto de 2009

O banco central divulgou os saldos das operações financeiras no mês de agosto de 2009. Para os municípios da Região Norte Fluminense a figura acima apresenta os saldos das operações de crédito, depósito a vista do governo, depósito a vista privado e depósito a prazo. Na análise dos saldos de depósito a vista privado em agosto, comparativamente a julho, São Francisco de Itabapoana apresentou um crescimento de 18,32%, o maior da região. Em segundo lugar com 13,61% aparece São João da Barra, seguido por Cardoso Moreira com 13,32%. Com um crescimento bem abaixo, surgem Quissamã com 6,09% e Campos dos Goytacazes com um crescimento no mês de 5,38%. Carapebus, Macaé e São Fidélis apresentaram queda nos saldos de depósitos a vista privado no período analisado. O gráfico a seguir apresenta os dados analisados.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Evolução do emprego nos municípios da RNF com mais de 30 mil habitantes em outubro

A divulgação do emprego no mês de outubro mantém Campos em posição privilegiada. A dois meses do final do ano, o município conta com um saldo acumulado de 3.265 empregos criados. Os maiores saldos no mês foram gerados, por ordem de representatividade, pelo comércio, construção civíl e agropecuária. No saldo anual, a agropecuária apresenta a maior contribuição com 1.763 empregos gerados, seguido pela indústria de transformação com 1.351 empregos e o setor de serviços com 467 empregos.
São Francisco de Itabapoana aparece em segundo lugar com 123 empregos gerados no mesmo período. O setor agropecuário contribuiu para o saldo negativo no mês. Entretanto, no saldo acumulado do ano o mesmo setor apresenta a maior contribuição com 87 empregos gerados, seguido pela construção civíl com 18 empregos e o comércio com 16 empregos gerados no mesmo período.
Macaé, apesar de uma leve recuperação neste mês, mantém um saldo acumulado inexpressivo de 97 empregos, considerando o elevado número de empresas localizadas no município. Os setores de serviços e construção civíl apresentaram os maiores resultados negativos na trajetória do emprego no municipio.
São Fidélis é um caso que merece uma análise mais aprofundada. O município acumula no ano um saldo de 964 empregos destruídos.

sábado, 14 de novembro de 2009

O modelo de desenvolvimento da Itália em São João da Barra. É possível?

Persistência e paciência são elementos essenciais em qualquer processo de mudança que tenha objetivos de interromper praticas de natureza arcaica e instalar novos aspectos de modernidade. Acreditamos nesta hipótese e estamos tendo a satisfação de presenciar algumas iniciativas em São João da Barra que corroboram com esta tese. Primeiro o interesse do executivo local pela atividade de piscicultura, mudando a denominação da secretaria de pesca e iniciando um projeto de cultivo de tilápia, entendendo assim as dificuldades inerentes a pesca de captura indicado por nós. Segundo, a divulgação da viagem de uma comitiva ao norte da Itália para conhecer a organização produtiva dos Distritos Industriais, o que confirma a consolidação das discussões por nós encaminhadas ao longo dos últimos sete anos. Na verdade em 2002, defendi em minha tese de doutorado na UENF a proposta de capacitação do ambiente sócio-cultural como base para o desenvolvimento local. A estratégia de capacitação foi construída baseada na interação entre instituições e organizações no contexto do território, espaço sócio-produtivo que evolui competitivamente sob garantias de um tecido social ajustado. São relações norteadas por civismo, lealdade, cooperação e reciprocidade que constitui o que podemos chamar de capital social. Esses elementos norteiam toda a dinâmica do sistema produtivo dos distritos industriais da Itália.
Com esses conhecimentos iniciamos um esforço no mesmo município, ainda em 2002 na Casa de Cultura Zenriques, onde envolvemos a UENF, governo local e organizações como Sindicato Rural e Associação Comercial, para discutir novas formas de organização produtiva e desenvolvimento local. Posteriormente iniciamos o Projeto Capacitar para Transformar Sistemas de Produção Local e o projeto de piscicultura, onde a Petrobras foi o parceiro que financiou as instalações físicas no balneário em Atafona. Toda orientação do projeto tem como base os conceitos próprios dos Distritos Industriais do norte da Itália, cuja terminologia tem origem nas verificações empíricas de Marshall em 1890 na Inglaterra, e em sua massificação na década de 1970, no centro norte da Itália, em função do sucesso das aglomerações produtivas compostas de pequenas empresas em territórios esparsos.
Quanto a evolução do mesmo projeto no município é outra discussão. O fato de não termos conseguido manter o apoio público trouxe dificuldades e atraso ao bom desempenho do projeto no quesito material. Porém os resultados intangíveis são identificados, seja na geração de conhecimento em função das publicações científicas nos diversos congressos pelo país, e no contexto da mudança comportamental ora identificada.
De qualquer forma, é importante ratificar que é improvável a importação dos modelos dos distritos industriais para regiões que não apresentam as condições sócioculturais do norte da Itália. Uma extensa Pesquisa do Americano Robert Putnam investigou o processo de desregulamentação política da Itália e verificou que enquanto o norte evoluiu, o sul declinou exatamente pelas diferenças culturais. No sul a fragilidade institucional baseada no desrespeito a ordem e as leis, não contribuíram para o desenvolvimento, o que só ocorreu no norte por questões reais relacionadas a sua própria história.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Operações bancárias nos municípios da Região Norte Fluminense em agosto de 2009

As operações bancárias nos municípios da Região Norte Fluminense, no mês de agosto, apresentaram algumas variações importantes. Campos dos Goytacazes, com a maior rede bancária da região, aumentou 1,7% no valor das operações de crédito, perdeu 1,2% nos depósitos a vista de governo, aumentou 5,4% nos depósitos a vista privado e aumentou 10,5% nos depósitos a prazo em agosto, comparativamente a julho.
O município de Macaé, a segunda estrutura bancária, perdeu 2,6% das operações de crédito, perdeu 6% nos depósitos a vista de governo, perdeu 12% nos depósitos a vista privado e aumentou 4,2% nos depósitos a prazo.
O sistema bancário no município de São João da Barra também apresentou uma variação importante. Manteve o mesmo nível de operações de crédito, perdeu 37,8% de depósito a vista de governo, aumentou 13,6% nos depósitos a vista privado e aumentou 76,9% nos depósitos a prazo.
Em Quissamã as operações de crédito subiram 2,6%, os depósitos a vista de governo subiram 59,3%, os depósitos a vista privado subiram 6,1%, enquanto os depósitos a prazo cairam 2,9%.
Em São Francisco de Itabapoana as operações de crédito aumentaram 1,2%, houve uma queda de 21,1% nos depósitos a vista de governo, um aumento de 18,3% nos depósitos a vista privado e um aumento de 10,1% nas operações de depósito a prazo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Afinal, o desenvolvimento regional/local depende do petróleo?

Retornei da viagem a cidade de Bauru-SP, onde participei do XVI SIMPEP -Congresso de Engenharia de Produção. Publicamos quatro artigos que estão disponíveis nos anais do congresso no site http://www.simpep.feb.unesp.br/
Descrição dos artigos para os interessados:

* Qualidade na produção de cachaça: estudo de caso no município de Campos dos Goytacazes-RJ (Rogério Almeida Ribeiro e Alcimar Chagas Ribeiro);
* Perspectivas e realidade do cooperativismo: um estudo exploratório sobre as cooperativas leiteiras do Noroeste Fluminense (Renata Faria dos Santos e Alcimar Chagas Ribeiro);
* Mapeameto do Capital Social no sistema produtivo Coagro (Katia Rosane de Athayde e Alcimar Chagas Ribeiro) e
* Aspectos fundamentais da cadeia de produção da pesca artesanal em São João da Barra-RJ (Alcimar Chagas Ribeiro e Andrey Alves).

Além das informações sobre os artigos, quero dividir com os leitores a minha satisfação de ver uma cidade próspera, limpa, com uma população educada e sem vestígios de miséria e violência. Bauru não tem petróleo mas, com uma população de 347,6 mil pessoas numa área de 673 km2, apresenta um PIB de 4,7 bilhões de reais e um PIB per capita de R$13.217. Chama atenção a boa oferta de trabalho, os investimentos privados em lojas, fábricas e agropecuária. É visível uma forte rede comercial, onde sobressai um grande número de concessionárias de todas as marcas de automóveis nacionais e internacionais. A rede bancária tambem sobressai, indicando uma distribuição de renda mais ajustada que afasta a condição de miséria tão aparente por nossas bandas.
Sem nenhuma pesquisa mais aprofundada, somente a partir de observações superficiais pude observar que Bauru e as cidades vizinhas oferecem uma boa qualidade de vida as suas populações. Tal fato nos leva a pensar que a Região Norte e Noroeste Fluminense tem muito que caminhar. Vejam a distribuição do PIB municipal.

sábado, 7 de novembro de 2009

Reflexos da fragilidade democrática

O decreto de desapropriação de terras no quinto distrito de São João para implementação de um distrito industrial, como já havia indicado, é fruto da fragilidade democrática de sociedades pouco participativas. Nestes casos, sobressai a arbitrariedade e a prepotência. Vejam que o secretário estadual de desenvolvimento econômico, que talvez não saiba o que é democracia e nem tampouco economia, por duas vezes promete vir ao legislativo municipal para discutir o problema e não aparece, deixando os produtores sem respostas. A questão agora está nas mãos do legislativo e do executivo local. Quanto aos produtores, devem se organizar e cobrar responsabilidades.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Levantamento Sistemático da Produção Agrícola em Outubro: O Rio de Janeiro no contexto do Brasil

Levantamento sistemática da produção realizado pelo IBGE em outubro, indica um crescimento da área colhida no Brasil de 0,76% na safra 2009, comparativamente, a safra de 2008. O Estado do Rio de Janeiro, entretanto, reduziu em 1,5% a área colhida no mesmo período de análise, conforme figura acima. A área colhida em 2009 atingiu 211.958 hectares, contra 215.088 hectares correspondente a safra de 2008.
Considerando algumas culturas representativas na Região Norte Fluminense, observa-se que a cana-de-açúcar encolheu 1,65% no estado, segundo a análise safra 2009/safra 2008 em outubro. Comparativamente, no Brasil, o crescimento da área colhida foi 7,33%. Quanto a produção em toneladas, enquanto o Estado do Rio de Janeiro encolheu 1,39%, a produção no Brasil cresceu 6,92%.
A cultura do coco-da-baia perdeu 2,83% da área colhida e 3,30% da produção no Estado do Rio de Janeiro, enquanto que no Brasil houve um acréscimo de área colhida de 0,58% e uma queda de 0,48% na produção.
O abacaxi no Estado do Rio ampliou a área colhida em 1,25% no período analisado e ampliou a produção em 1,45%. No Brasil, houve uma queda de 5,14% da área colhida e uma queda na produção de 6,17%.
A madioca ampliou a sua área colhida no Estado do Rio em 0,69% e sua produção em 1,35%. No Brasil, observou-se um crescimento de 0,50% da área colhida e uma queda de produção de 0,27%.
Como a cana-de-açúcar é uma cultura muito importante na região e no estado, chama a atenção o seu resultado, comparativamente, ao resultado do país. Enquanto o Brasil avança a área colhida e a produção de cana, o Estado do Rio retrai, cujos reflexos são perversos para um conjunto de outras atividades que compõem os elos da cadeia produtiva local.

domingo, 1 de novembro de 2009

A Atividade Agrícola em Campos dos Goytacazes


Os dados divulgados recentemente pelo IBGE sobre a pesquisa agrícola no País em 2008 permitem uma melhor avaliação da agricultura municipal. Campos dos Goytacazes é o maior município da Região Norte Fluminense e desenvolve a atividade numa área equivalente a 57,13% do total da área colhida na região. A atividade ocorre nas modalidades de lavoura temporária e permanente. As culturas de lavoura temporária são apresentadas na figura acima, referente ao período de 2005 a 2008.

Conforme pode ser verificado, ocorre uma trajetória de queda ao longo do período. Em 2006/2005 a área colhida no município encolheu 10,63%, em 2007/2006 ocorreu uma nova redução de 20,10% e em 2008/2007 ocorreu uma leve recuperação de 7,61%, porém a área colhida neste ano ficou 23,16% abaixo da área colhida em 2005.
Conforme apresenta a figura, a cultura de cana-de-açúcar é fundamentalmente representativa na atividade agrícola do município. A sua participação no total da área colhida foi de 98%. Na verdade, do total da área disponível para a cultura temporária, somente 2% foram utilizados para as demais culturas.

Outro indicador importante é o valor da produção. Observa-se também uma trajetória de queda no mesmo período. Em 2006/2005 o valor nominal encolheu 10,13%, em 2007/2006 ocorreu uma recuperação de 10,15%, porém o valor foi inferior a 2005. Em 2008/2007 ocorreu uma forte queda de 43,05%, indicando uma retração na produtividade (valor monetário por hectare colhido). Enquanto a produtividade em 2005 alcançou R$970,24, esse mesmo valor em 2008 chegou a R$ 711,84. Pode-se considerar uma retração na produtividade em 2008/2005, da ordem de 26,63%.

O gráfico a seguir apresenta os indicadores de participação percentual da cultura de cana-de-açúcar no contexto da lavoura temporária no período investigado.













A atividade de cultura permanente é pouco expressiva no município. A área colhida em 2008 foi de 708 hectares, menor do que a área colhida em 2005 no total de 1.094 hectares. Observa-se também uma tendência de queda nessa modalidade de cultura. O valor monetário em 2008 somou R$ 4,2 milhões. As culturas que predominam nessa modalidade, que apresenta uma trajetória de queda, são: banana, coco e o maracujá.
Esse quadro mostra exatamente a realidade agrícola do município. Uma forte dependência à cultura da cana-de-açúcar, cuja organização produtiva é precária o que possibilita baixa produtividade, além de uma condição de extrema fragilidade dos outros processos de cultivo temporário e permanente.
Como conseqüência, o município se destaca como importados de alimentos para atender suas necessidades tanto na esfera dos consumidores familiares, quanto na esfera do consumo das organizações públicas (escolas, hospitais, etc.), fato que contribui para a geração de emprego em outras regiões e fomentando a pobreza no campo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Relato de Visita a Câmara de Vereadores em São João da Barra

Os meios de comunicação de Campos dos Goytacazes divulgaram nesta última quinta feira a visita do secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico a São João da Barra, para tratar a questão da desapropriação no Açu. Este fato motivou a minha ida a câmara de vereadores, local do evento, para expressar a minha contribuição ao processo. Infelizmente, o secretário não veio e quatro dos nove vereadores não estavam presentes, o que levou a suspensão da sessão por falta de quorum. No entanto, pode-se observar a presença de um bom número de produtores rurais que estavam ali para discutir o assunto de seu interesse. Neste caso, aproveitei para solicitar espaço para a minha intervenção, o que foi prontamente aceito pelo presidente da casa.

Antes, porém, o secretário municipal de planejamento explanou sobre mudanças no processo de desapropriação. Segundo o secretário, os produtores poderão negociar individualmente as suas propriedades com a empresa interessada, num contexto de total autonomia onde decidirá se aceita vender ou não as suas terras.

A seguir, passei a explanar os fundamentos de minha contribuição. Primeiro informei sobre a origem do termo Distrito Industrial, que foi cunhado em 1890 na Inglaterra por Alfred Marshall, em função de suas observações empíricas sobre um formato de organização produtiva de pequenas firmas que se aglomeravam para melhorar a sua condição competitiva. Posteriormente, essa terminologia foi amplamente difundida a partir da década de setenta do século passado na Itália, onde inúmeras pequenas empresas passaram a se aglutinar em espaços territorialmente identificados, com vista ao mesmo objetivo, ou seja, busca de maior competitividade. A idéia consistia na redução dos custos contratuais e viabilidade de escala de produção. Elementos como cooperação e reciprocidade estavam intrinsecamente relacionados ao sucesso desses novos arranjos.

Diante dessa introdução passei a caracterizar a agricultura do município, a partir de sua forte dependência à cultura da cana-de-açúcar de baixo valor agregado e, naturalmente, a fragilidade das outras culturas, o que indica que os produtores individualmente não conseguem ser competitivo, já que o processo produtivo ocorre em pequenas propriedades, com baixo volume de produção e qualidade inferior.

Desta forma, pude pontuar que a visão sobre a desapropriação para fins industriais é equivocada e inconsistente, já que as grandes empresas não precisam das terras dos produtores e a atividade agrícola precisa ser mantida e apoiada, já que além de abrigar uma grande população o município precisa romper com a dependência de importação de alimentos. Essa prática alimenta a geração de trabalho fora e empobrece a população rural local.

Nesse caso é importante a idéia do Distrito Industrial, mas com característica de agronegócio. Ou seja, é preciso planejar um novo formato de organização produtiva para a atividade agrícola, considerando a formação de redes onde possam estar integrados elos como o governo municipal que, dentre outras atividades, se caracteriza como um grande consumidor de alimentos; Universidade e centros de pesquisa para dotar a atividade de inovações e entidades de apoio como sindicatos, associações e empresas privadas como a MMX que, como interessada no desenvolvimento local, pode-se constituir em importante parceira na montagem desse distrito industrial que garantirá a transformação de uma agricultura de subsistência em um conjunto de atividades de natureza agrícola; industrial e de serviços. Essa estratégia pode potencializar a riqueza local e possibilitar uma convivência equilibrada entre as atividades econômicas rurais e as modernas atividades industrias que estão chegando.

Concluindo a minha participação, coloquei-me a disposição do presidente da câmara para construir um projeto de arranjo produtivo para o agronegócio em SJB sem nenhum custo financeiro já que, além de sanjoanense, pesquiso sobre o assunto e poderia envolver a UENF no processo. Ainda informei aos participantes que nos últimos cinco anos trabalhamos esses conceitos no projeto de piscicultura integrada, o qual apresenta algumas dificuldades, exatamente, por não contar com apoio do poder público. Foi ratificado que projetos que dependem de ações coletivas precisam do poder público, diferente da iniciativa privada que busca lucro empresarial.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Atividade Agrícola no Município de Quissamã

A tabela ao lado apresenta os dados da atividade agrícola em Quissamã, desenvolvida nas culturas temporária e permanente no período de 2005 a 2008. Observa-se a manutenção da área colhida no período com crescimento no valor da produção. Em 2006/2005 observou-se um crescimento de 91,3%, em 2007/2006 foi observado uma queda de 36,7% e em 2008/2007 o valor da produção voltou a crescer 25,1%. A variação do valor da produção em 2008 foi de 51,5% em relação a 2005. A área colhida de cana-de-açúcar foi equivalente a 97%, ratificando a condição de dependência da atividade agrícola regional a essa cultura.

A área de lavoura permanente no município representou em torno de 7% da área total no período, enquanto o valor da produção da lavoura permanente representou 21% do valor da produção total em 2005, caindo para 14% em 2006, aumentando para 17% em 2007 e retraindo para 13% em 2008. A cultura mais expressiva nesta modalidade é o plantio do coco que apesar de manter a área colhida perdeu valor em 2007 e 2008. O valor da produção do cultivo de coco em 2008 foi menor 17% do que em 2005.

Os gráficos a seguir apresentam a trajetória dos indicadores de área colhida e valor da produção da atividade agrícola total no período de 2005 a 2008.