sábado, 23 de julho de 2016

http://www.revextuenf.com/#!primeira-edicao/cee5

Está no ar a 5ª edição da revista de extensão. Boa leitura a todos. Abraços, Alcimar

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Receitas semestrais de royalties de petróleo

As receitas de royalties em milhões de reais (parcelas mensais) recebidas pelos municípios de Campos, Macaé e São João da Barra, no primeiro semestre de cada ano, são apresentadas no gráfico. Observa-se uma trajetória crescente de 2010 a 2014, com declínio acentuado nos anos de 2015 e 2016. 
A evolução das linhas mostram que, apesar da forte queda das receitas nos últimos dois anos, a comparação entre 2016 e 2010, indica uma queda de 45,5% em Campos, queda de 29,1% em Macaé e queda de 28,7% em São João da Barra. Considerando uma média de dependência de 60% desses municípios às receitas de royalties, a queda no contexto do orçamento foi de 27,3% em Campos, queda de 17,5% e queda 17,2% em São João da Barra.
Uma conclusão que podemos chegar é de que a evolução ascendente das receitas de royalties impulsionou um crescimento muito forte no custeio. Como não houve um bom planejamento, a crise do setor nocauteou as finanças dos municípios produtores de petróleo.  

sábado, 9 de julho de 2016

Trajetória dos royalties nos municípios produtores




















As receitas de royalties acumuladas relativas as parcelas mensais, ou seja, sem as parcelas de participações especiais, nos municípios relacionados, no período de janeiro a maio de cada ano, são apresentadas no gráfico. Observa-se uma forte trajetória de crescimento no período de 2010 a 2014, com uma leve interrupção em 2013. Nos anos de 2015 e 2016 a queda foi acentuada em função da forte queda do preço do barril de petróleo. A queda de arrecadação de royalties em Campos foi de 58,8% nos cinco meses de 2016 em relação ao mesmo período de 2014. Macaé viu sua arrecadação cair 48,8%, Quissamã perdeu 57,6% e São João da Barra perdeu 47,3% no mesmo período. 
Quando olhamos para o período 2010 a 2014, observamos um crescimento de 33,1% em Campos,  41,5% em Macaé, 39,9% em São João da Barra e 21,6% em Quissamã. A conclusão que se chega é de que a crise financeira atual desses municípios, tem raízes no não aproveitamento do período de crescimento dos royalties. A receita acrescida gerou aumento da máquina pública que não conseguiu se ajustar ao período de retração da mesma receita.


domingo, 3 de julho de 2016

A Atividade Leiteira nas regiões Norte e Noroeste Fluminense

A atividade leiteira nas regiões Norte e Noroeste Fluminense perde expressão econômica devido a sua precária organização produtiva. Com um formato microeconômico, onde as propriedades atuam individualizadas, as políticas públicas dirigidas para o setor não revolvem os seus gargalos. As unidades produtivas têm escala insuficiente, baixo padrão tecnológico, baixa qualidade dos produtos e custos elevados que inibem a possibilidade competitiva do setor.
A produção leiteira no Brasil cresceu 2,68% em 2014, com base em 2103. No estado do Rio de Janeiro foi registrado uma queda de 5,1% e Campos dos Goytacazes perdeu 20,8% de sua produção em litros, no mesmo período. Itaperuna contribuiu positivamente com um crescimento de 9% e São Francisco de Itabapona contribuiu com um crescimento de 36,1% no período analisado.

O gráfico acima apresenta a trajetória da produção leiteira nos anos 2000 para os municípios de Campos, Itaperuna e São Francisco de Itabapoana.
Conforme podemos verificar, São Francisco de Itabapoana apresenta uma consistente evolução da produção leiteira nos últimos anos, chegando a maior produção individualizada do estado em 2014. Foram produzidos 42,0 milhões de litros de leite ordenhados de 35 mil vagas neste ano.
Entretanto, a performance isolada de qualquer município não é suficiente para aumentar a competitividade do setor. Temos um problema de organização produtiva, cuja solução exige a troca do processo operacional microeconômico por um processo operacional mesoeconômico. Podemos implementar um polo leiteiro em um raio de aproximadamente 100 km, entre Campos a Itaperuna. A estrutura mesoeconômica proposta, consiste na visão de território (integração relacional de espaços de interesse) em substituição a prática de propriedade individualizada; cooperação e reciprocidade como fundamentos de ampliação da escala e redução dos custos de transação; integração universidade - governo - firmas para o fomento à inovação, comercialização e padrões de eficiência gerencial.
A estrutura do polo reúne os municípios leiteiros do Noroeste Fluminense no entorno de Itaperuna (São José de Ubá, Natividade, Miracema, Bom Jesus, Santo Antônio de Pádua, Laje do Muriaé e Porciúncula) e os municípios leiteiros do Norte Fluminense no entorno de Campos dos Goytacazes (Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, São Francisco de Itabapoana e São Fidélis). A produção integrada desse polo somou 135,5 milhões de litros de leite em 2014 ou 25,1% da produção do estado do Rio de Janeiro. Importante observar que esse volume representava 34,3% em 2013. O ano de 2014 não foi bom para a pecuária na região. O total produzido na estrutura do polo indicado foi menor 30,7% em relação a 2013, enquanto a queda da produção do estado do Rio de Janeiro foi de 5,1% no mesmo período.
Os números indicam a necessidade de intervenção e a operacionalização da estrutura proposta para o polo leiteiro, pode viabilizar questões relevantes, tais como: aumento da escala, refinamento dos produtos, diluição dos custos de transação, inovação de produto e processo e a criação de novas firmas e negócios, ampliando as vantagens competitivas do setor, com reflexos no emprego, na renda e no bem-estar entre os envolvidos. 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Balança Comercial brasileira em junho de 2016

O saldo superavitário da Balança Comercial em junho, somou US$3.974 milhões. As exportações somaram US$16.743 milhões e as importações US$12.770 milhões no mesmo mês. No acumulado do semestre, o saldo superavitário atingiu US$23.635 milhões, tendo as exportações alcançado US$90.237 milhões e as importações US$23.635 milhões.
Na comparação com o primeiro semestre de 2015, as exportações caíram 4,3% e as importações caíram 27,7%. O saldo do primeiro semestre de 2015 somou US$2.228 milhões.

Exportação de Petróleo Bruto em junho

A exportação de petróleo bruto em volume cresceu 58,0% em junho, com base em maio. A receita em dólar cresceu 81,3% e o preço em tonelada cresceu 14,8% no mesmo período.
Na comparação com junho do ano passado, o volume embarcado caiu 6,5% a receita em dólar caiu 33,2% e o preço por tonelada caiu 28,6% no mesmo período. 

Exportação de Minério de Ferro em junho

A exportação de minério de ferro em volume caiu 14,7% em junho, com base em maio deste ano. O valor em dólar caiu 19,3% e o preço por tonelada caiu 5,6% no mesmo período. Na comparação com junho do ano passado, o volume exportado caiu 9,4% a receita caiu 11,1% e o preço caiu 1,8% no mesmo período.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados no período de 2012 a 2016. Observa-se uma evolução nos preços praticados neste ano, porém muito abaixo dos anos anteriores.