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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Municípios do estado com os maiores saldos de emprego em janeiro de 2012

Os municípios com os maiores saldos de emprego formal, em janeiro de 2012, no grupo dos municípios com mais de 30 mil habitantes no estado do Rio de Janeiro, são apresentados na tabela. Itaborai gerou 1.335 empregos líquido, seguido por Duque de Caxias com 1.091 empregos, Macaé 547, Volta Redonda 371 empregos, Itaguai 325 empregos e Saquarema 251 empregos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Desenvolvimento econômico e seus estágios

O presente artigo do economista Ranulfo Vidigal apresenta uma excelente reflexão sobre desenvolvimento econômico, que compartilho com os amigos leitores.

Economistas devem estar sempre preocupados com a operação das economias reais e no poder transformador do processo de desenvolvimento.
O desenvolvimento é um processo com características quantitativas associadas à taxa de crescimento agregada, bem como relacionado à transformação estrutural do sistema produtivo.
A primeira fase da nova escalada na acumulação de capital em nossa região está associada à criação de empregos nos setores que praticam salários baixos. Os dados do CAGED-MTE relativos ao não de 2011 revelam que em São João da Barra, as obras do futuro Porto do Açu foram responsáveis pela contratação de cerca de mil e quinhentos trabalhadores com um salário em torno de 1,5 salários mínimos.
Em Campos, cidade universitária que conta com uma economia mais diversificada, o “boom” imobiliário, o plantio da safra agrícola, as obras públicas da prefeitura, o comércio e os serviços contrataram 15 mil trabalhadores, mas também praticando salários médios em torno de 1,5 salários mínimos.
O desenvolvimento econômico resulta em crescimento elevado da renda per capta, aumento de produtividade associado a mudanças estruturais da sociedade. A idéia do desenvolvimento enquanto processo envolve a necessidade de mudanças institucionais e culturais na sociedade. A estratégia do desenvolvimento deve estar baseada no crescimento industrial, combinado com a incorporação da ciência e da tecnologia, o que fortalece a mudança estrutural.
O desenvolvimento é um processo endógeno na vida social de uma região e não pode ser explicado apenas por variáveis econômicas, pois requer uma alteração na mentalidade da coletividade. O principal problema de uma industrialização acelerada e intensiva em capital é a baixa capacidade de gerar fontes de emprego para a numerosa e crescente população que vive em condições precárias em setores urbanos marginalizados ou na agricultura de subsistência.
O verdadeiro desenvolvimento também precisa trazer autonomia política. O método adequado para analisar o desenvolvimento democrático de uma sociedade, é verificar a proporção de bens e serviços essenciais para sustentação da vida humanas acessíveis por fora das transações do mercado.
O desenvolvimento excludente ocorre quando a vontade popular fica sempre subordinada aos imperativos do núcleo responsável pela acumulação de capital. Nestas “democracias de baixa intensidade”, a cidadania é frágil e os direitos como educação, saúde, seguridade social, cultura e lazer estão presos ao processo acelerado de mercantilização.
O quadro de exclusão ocorre quando o trabalho humano, a terra e os bens da natureza são convertidos em simples mercadorias. A natureza não é criada pelo homem, mas a atuação humana transforma a natureza, não apenas transforma como também a destrói. Entre o lucro, as pessoas e o planeta a crise ambiental tendem a forçar a humanidade a mudar de paradigma. No Norte fluminense não será diferente.
Uma convenção sobre desenvolvimento é um dispositivo cognitivo compartilhado por uma população, que segue um comportamento adotado por todos os membros desta população na suposição de que os mesmos compartilham desta idéia hegemônica. Uma convenção surge na interação entre os atores sociais, o que requer o surgimento de instituições que exerçam o papel de permitir à sociedade a capacidade de lidar com os problemas da incerteza, da coordenação e da definição das regras do jogo no novo período que se inicia.

Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ocupações que mais admitiram em 2011 e seus respectivos salários

As ocupações que mais admitiram em 2011 no município de São João da Barra são listadas na tabela com os seus respectivos salários de admissão. A ocupação de servente de obras contabilizou o maior volume, ou 577 admissões e um salário de R$ 774,11 no ano. A ocupação de carpinteiro com 301 admissões e um salário de R$ 1.137,86; a ocupação de pedreiro com 172 admissões e salário de R$ 1.097,41; a ocupação de motorista de caminhão com 126 admissões e salário de R$ 1.078,25; a ocupação de armador de estrutura de concreto armado com 122 admissões e salário de R$ 1.140,11 e a ocupação de contínuo com 104 admissões e salário de 731,09 completam a tabela.

No município de Campos dos Goytacazes, o ocupação de servente de obras contabilizou 3.978 admissões com um salário de R$ 662,48. As outras ocupações: trabalhador na cultura de cana-de- açúcar com 3.822 admissões e salário de R$ 592,54; vendedor no comércio varejista com 3.331 admissões e salário de R$ 663,61; auxiliar de escritório com 1.758 admissões e salário de R$ 663,52; Pedreiro com 1.421 e salário de R$ 974,01; Operador de caixa com 1.200 admissões e salário de R$ 748,99; Oleiro fabricação de tijolos com 923 admissões e salário de R$ 592,13 e motorista de caminhão com 921 admissões e salário de R$ 947,00 completam a tabela.
O gráfico acima apresenta uma comparação entre o salário de admissão nas ocupações servente de obras, pedreiro e motorista de caminhão que se repetem nos dois municípios. Verifica-se que os salário de admissão em São João da Barra são maiores em função dos investimentos do porto do Açu.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Movimentação do emprego formal em janeiro de 2012 nos municípios com mais de 30 mil habitantes na RNF

O ano de 2012 começa com forte e generalizada desaceleração do emprego formal. O saldo no país em janeiro foi de 118.895 novos empregos, número inferior aos 152.091 empregos gerados em janeiro de 2011, representando uma queda de 21,83%.
O resultado no estado do Rio de Janeiro foi ainda pior. Em janeiro deste ano o estado gerou um saldo negativo (destruição de) 594 empregos, contra um saldo positivo de 1.127 empregos em janeiro de 2011.
A região Norte Fluminense também apresentou um resultado inferior em janeiro deste ano, comparado a janeiro de 2011. Foram gerados 610 novos empregos na região em janeiro deste ano, contra 1.060 empregos em janeiro do ano passado, ou uma queda de 42,45%.
Na avaliação desagregada, Macaé gerou um saldo 547 novos empregos em janeiro, contra 665 empregos em janeiro do ano passado. Campos dos Goytacazes gerou um saldo de 24 empregos em janeiro deste ano, contra 383 empregos em janeiro do ano passado. São Fidélis gerou 17 empregos em janeiro deste ano, contra 16 empregos em janeiro do ano passado e São Francisco de Itabapoana gerou 22 empregos neste janeiro e no mesmo mês do ano passado gerou um saldo negativo de 4 empregos.

Royalties em fevereiro de 2012 na região Norte Fluminense

Os valores de royalties transferidos pela ANP em fevereiro para os municípios da região, superaram em 7,20% a mesma receita de janeiro deste ano. Macaé obteve o maior crescimento de 9,74% seguido por Carapebus com um crescimento de 6,85% e Campos dos Goytacazes com um crescimento de 6,78% em relação a janeiro deste ano. Quissamã teve sua receita acrescida de 5,03% e São João da Barra 2,32% no mesmo período.
A receita total de royalties da região alcançou R$120,0 milhões no mês, valor equivalente a 45,05% do valor total recebido pelo estado do Rio de janeiro. O valor acumulado no ano alcançou R$ 232,0 milhões ou o equivalente a 45,09% do valor recebido pelo estado.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Execução orçamentária em 2011 no município de São Fidélis

Mais um município da região Norte Fluminense encerra sua execução orçamentária em 2011. São Fidélis executou R$ 60,5 milhões de receitas orçamentárias ou 120,4% do valor previsto no ano. As receitas tributárias realizadas alcançaram R$ 3,0 milhões ou 112,6% do valor previsto e as transferências correntes somaram R$ 49,1 milhões ou 117,4% da previsão.
No grupo das despesas, as correntes liquidadas somaram R$ 52,9 milhão ou 84,2% do valor previsto e as despesas com pessoal e encargos somaram R$ 32,1 milhões ou 95,1% do valor previsto. As despesas de investimento liquidadas somaram R$ 534,5 mil ou 26,2% do valor previsto. A dificuldade observada em Cardoso Moreira em alocar recursos em investimento se repete em São Fidélis.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Execução orçamentária em Cardoso Moreira em 2011

Cardoso Moreira fecha a gestão orçamentária de 2011 com a realização de R$ 41,8 milhões de receitas correntes, valor correspondente a 119,09% do valor previsto. As receitas tributárias somaram R$ 1,4 milhão, valor correspondente a 110,36% do previsto. As transferências correntes somaram R$ 33,5 milhões, valor correspondente a 110,36% do valor previsto.


No grupo das despesas, o nível de liquidação ficou abaixo previsto. Se na conta de pessoal e encargos o percentual de liquidação de 95,93% do valor previsto representa um bom nível, a liquidação da despesa com investimento na proporção de 48,11% do valor previsto é um resultado ruim. Os municípios normalmente apresentam uma grande dificuldade em alocar recursos na conta de investimento.