quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Resultado da Balança Comercial brasileira em novembro

A Balança Comercial do Brasil foi superavitária em US$4.758 milhões em novembro. As exportações somaram US$16.220 milhões e as importações US$11.463 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, o superávit somou US$43.282 milhões, resultado de US$169.307 milhões de exportação e US$126.025 milhões de importação.
Os bons resultados, entretanto, não são animadores. Na verdade o valor das exportações no período de janeiro a novembro deste ano foi menor 2,9% em relação ao mesmo período de 2015, enquanto o valor das importações foi menor 21,7% no mesmo período. Vejam que o elevado saldo superavitário neste ano é fruto de forte retração nas importações.

Exportação de petróleo em novembro

A exportação de petróleo bruto em tonelada caiu 2,5% em novembro, com base em outubro deste ano, porém cresceu 56,6% em relação a novembro do ano passado. 
A receita em dólar cresceu 4,6% em novembro, com base em outubro e cresceu 72,8% em relação a novembro de 2015. Já o preço por tonelada cresceu 7,3% em novembro, em relação a outubro, e cresceu 10,3% em relação a novembro de 2015.
Podemos observar no gráfico uma consistente evolução do preço do petróleo em tonelada deste ano. O preço de novembro é maior 44,5% do preço praticado em janeiro.

Exportação de Minério de Ferro em novembro

A exportação de minério de ferro, em tonelada, cresceu 4,8% em novembro, com base em outubro e 12,3% em relação a novembro do ano passado. A receita em dólar cresceu 11,1% em novembro, com base em outubro e 37,0% em relação a novembro de 2105. O preço evoluiu  5,9% em novembro, com base em outubro e 21,7% com base em novembro do ano passado.
O gráfico, a seguir, apresenta a trajetória dos preços da commoditie nos anos de 2012, 13, 14, 15 e 2106. 
Os preços de minério de ferro evoluíam bem neste ano, comparativamente ao passado. Entretanto, ainda continuam muito aquém do triênio 12, 13 e 14.

Exportação de Açúcar em Bruto em novembro de 2016

A exportação brasileira de açúcar segue evoluindo neste ano. O volume embarcado em tonelada cresceu 11,5% em novembro, com base em outubro e 3,5% em relação a novembro do ano passado. A receita em dólar cresceu 17,8% e 45,6% consecutivamente nos mesmos períodos. 
O maior crescimento da receita em novembro deste ano, com base em novembro do ano passado, se deu em função da forte evolução do preço por tonelada. O crescimento do preço atingiu 5,6% em novembro, com base em outubro neste ano e 40,7% com relação a novembro do ano passado.
O gráfico a seguir apresenta a trajetória ascendente do preço da tonelada de açúcar em bruto no comércio exterior em 2016.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Emprego formal em outubro na região Norte Fluminense

A região Norte Fluminense eliminou 1.500 empregos em outubro. Esse número foi menor, em relação aos 2.591 empregos eliminados no mês de setembro. Campos eliminou 596 vagas, Macaé eliminou 538 e São João da Barra eliminou 313 vagas de emprego no mês. 
No período de janeiro a outubro, Macaé já eliminou 11.198 vagas de emprego, Campos eliminou 3.411 e São João da Barra eliminou 1.211 empregos no acumulado. No acumulado total são 16.711 vagas de emprego eliminadas na região Norte Fluminense.
Setorialmente, Campos eliminou 1.550 vagas no setor de serviços, 1.461 vagas no comércio, 1.172 na indústria de transformação e 720 vagas na construção civil. O setor agropecuário foi o destaque com a geração de 1.659 novas vagas de emprego no período.
Já em Macaé, foram eliminadas 6.483 vagas no setor de serviços, 1.917 vagas na construção civil, 1.324 vagas no comércio, 991 vagas na indústria de transformação e 457 vagas na industria extrativa mineral.
São João da Barra eliminou 712 vagas na construção civil, 167 vagas na industria de transformação, 164 vagas no setor de serviços e 113 vagas no comércio.
O estado do Rio de Janeiro eliminou 189.297 vagas de emprego no período de janeiro a outubro, enquanto o país eliminou 792.250 vagas de emprego no mesmo período. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Estratégia de intervenção para sanar o desequilíbrio financeiro em Campos dos Goytacazes

Uma primeira interversão para sanar o desequilíbrio financeiro no município de Campos dos Goytacazes, passa, inicialmente, por uma investigação mais profunda nas três principais funções no grupo das despesas orçamentárias. Administração, Saúde e Educação. Em 2011 os gastos nas três funções representaram 67,1% das despesas orçamentárias, em 2013 evoluiu para 69,9% em 2015 evoluiu para 75,64% e em 2016 alcançou 79,73% do total das despesas orçamentárias liquidadas no período e janeiro a julho. Como podemos verificar, o incremento relativo nos gastos com as funções, não garantiu maior eficiência dos serviços para a população. O gráfico a seguir, apresenta os percentuais de participação das funções na despesa orçamentária, nos anos de 2011, 2013, 2015 e 2016 (janeiro a junho).


Fonte: Portal da Transparência 

Também é importante observar a participação relativa das sub- funções em cada função. No caso da Administração, importantes unidades consumidoras de recursos, como: normatização e fiscalização, tecnologia da informação, formação de recursos humanos e administração de receitas, perdem relevância para a sub-função administração geral. Esta sub-função representou 95,87% do total alocado na função administração em 2011; 95,52% em 2013; 94,97% em 2015 e 98,84% em 2016 (primeiro semestre). 

Vejam que enquanto a função administração representou 26,6% do total da despesa orçamentária em 2015, a sub-função administração geral representou 94,97% da função, no mesmo ano. Considerando o valor de R$2,0 bilhões de despesas liquidadas neste ano, a função administração consumiu R$539,8 milhões e a sub-função administração geral consumiu R$ 512,6 milhões.

No caso da função saúde, apesar das importantes sub-funções (assistência hospitalar, supervisão profilática, alimentação e nutrição, atenção básica), o destaque no consumo de recursos também ficou com a sub-função administração geral, que absorveu 61,09% do total das despesas liquidadas pala função administração.

Essa situação ocorre ao longo da distribuição das despesas liquidadas por função. A sub-função administração geral tem expressiva participação relativa e é, exatamente, nela é que se deve centrar toda atenção, até porque não apresenta transparência.

domingo, 20 de novembro de 2016

Mundo - Versão 4.0

http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,mundo-versao-40,10000088797

Pouco depois da metade do século XVIII, o mundo passou pela Primeira Revolução Industrial, na qual a produção de bens deixou de ser artesanal para ser realizada por máquinas em fábricas com extenso uso de energia a vapor. Cerca de cem anos depois, em 1870, foi a vez da Segunda Revolução Industrial, com a popularização da eletricidade e a criação das linhas de montagem e divisão de tarefas. Novamente, cerca de um século se passou e a Terceira Revolução Industrial, também chamada de Revolução Digital, varreu o planeta. ....


"O grande problema é o pensamento único. Será que todo o planeta é igual? As empresas ultra inovadoras do contexto da análise estão em todos os lugares? Todos os setores produtivos precisam competir no desenvolvimento e produção desses mesmo produtos? Apesar do passar dos séculos, continuamos indivíduos que necessitam comer, dormir, vestir, divertir, etc. Isso quer dizer que o novo sempre irá conviver com o antigo, ou tradicional, ou qualquer denominação que se queira dar".