segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Davos vê desemprego, exclusão e populismo como riscos imediatos

http://www.valor.com.br/internacional/4833714/davos-ve-desemprego-exclusao-e-populismo-como-riscos-imediatos


Desemprego, exclusão social, aumento do populismo, ameaças na área ambiental. Estes são os riscos mais imediatos à globalização das economias em 2017, segundo o Fórum Econômico Mundial.......

Valor Econômico.


sábado, 14 de janeiro de 2017

Um maior orçamento público garante o bem estar da população?

A crise financeira que afeta, principalmente, os municípios produtores de petróleo do estado do Rio de Janeiro, reacende a discussão sobre a partilha dos tributos entre a união estados e municípios. Os críticos defendem uma maior parcela de transferência constitucional para que os municípios possam atender melhor a população. Essa tese simplista não leva em consideração a eficiência da alocação dos recursos públicos. O foco é só no volume.
Vejamos a comparação entre os municípios de São João da Barra, produtor de petróleo e sede do porto do Açu e Itaperuna, sem os benefícios desses grande investimentos.  
A seguir, a figura apresenta as receitas correntes realizadas no período de 2004 a 2015 para os dois municípios.













Podemos observar que as receitas correntes em Itaperuna só superaram as receitas de São João da Barra nos anos de 2005, 2006 e 2007. Nos outros anos as receitas de São João da barra superaram e muito as receitas de Itaperuna. 
Nesse caso, todas as condições nos levam a garantir que São João da Barra deve superar Itaperuna em termos desenvolvimento. Não é o que acontece.
A figura a seguir apresenta os indicadores de desenvolvimento municipal apurado pela FIRJAN.




Conforme podemos observar, na série de nove anos, somente em 2008 e 2011 São João da Barra superou levemente o índice de Itaperuna. Nos outros anos os índices de Itaperuna superaram os de São João da Barra. Situações similares podem ser encontradas, a exemplo Presidente Kennedy e Venda Nova do Imigrante nos Espirito Santo, dentre outros.
A questão é: Um Maior orçamento garante um maior bem estar da população? Parece que não!

Análise da atividade petrolífera na região em janeiro de 2016


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Reflexos da queda da previsão de investimento da Petrobrás na região Norte Fluminense


Os municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense, assim como os outros da Bacia de Campos, terão mais dificuldades em relação as receitas de royalties e participações especiais nos próximos anos. A previsão de investimento da Petrobrás para o quinquênio 2014-2018 era de US$220,6 bilhões. Com o agravamento da crise generalizada, associada a corrupção, valorização cambial e queda internacional do preço do petróleo, a petroleira atualizou a previsão de investimento no quinquênio 2015-2019 para US$130,3 bilhões. Esta semana, em função da falta de perspectivas, o valor do investimento previsto caiu ainda mais para US$98,4 bilhões, uma queda de 24,5%  do valor estimado inicialmente para esse quinquênio e um queda de 55,4% em relação ao quinquênio anterior. Esse quadro mostra que a Petrobrás perdeu a metade do seu valor de mercado nesta década.
Devemos esperar impactos profundos, já que a petroleira responde por 8,8% dos investimentos do país. Quanto ao estado do Rio de Janeiro, sua riqueza medida pelo PIB, concentra uma parcela importante de 30% nas atividades de petróleo e gás. Em função desse quadro, a queda das rendas de petróleo e ICMS tendem a se agravar. 
Vejam no gráfico, a acentuada queda das rendas de petróleo nos municípios produtores da região Norte Fluminense em 2015 com base em 2014. Campos foi o Município mais afetado com perda de 46,7% da renda, seguido por Quissamã com perda de 39,7%, Carapebus com perda de 38,5%, Macaé com perda de 34,2% e São João da Barra com perda de 29,4% no último ano.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Movimentação de navios no porto do Açu: onde está a receita de tributos?



As receitas orçamentárias realizadas nos anos de 2015 e 2016 (janeiro a outubro), espelham a queda na receita de royalties de petróleo que caiu 47,25% no período, entretanto não refletem a movimentação de centenas de navios levando minério e bauxita para o exterior.  Em 2015 as receitas somaram R$338,3 milhões e em 2016 (janeiro a outubro), somaram R$187,4 milhões. Mantida a média do ano, a receita acumulada deve fechar R$224,9 milhões em 2016. O valor do orçado para 2017 é da ordem de R$322,5 milhões, ou seja, valor 43,4% maior do valor arrecada em 2016. Não estaria o orçamento de 2017 super avaliado?
De qualquer forma, o que chama atenção é a ausência de receitas oriundas da tão divulgada movimentação de navios no porto do Açu.  

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Royalties de petróleo na região Norte Fluminense em 2016

As transferências de royalties de petróleo para a região Norte Fluminense somaram R$74,2 milhões em dezembro e R$747,7 milhões no acumulado de janeiro a dezembro de 2016. 
Do valor acumulado, Campos ficou com R$299,9 milhões ou 40,1% e Macaé ficou com R$293,5 milhões ou 39,3%. O terceiro município com maior arrecadação no ano foi São João da Barra com R$70,6 milhões, equivalentes a 9,4% do total.
Na comparação com 2015, a receita de royalties caiu 21,5% na região em 2016. Em Campos foi verificado uma queda de 26,5% no período, enquanto em Macaé a queda foi 15,8%. São João da Barra perdeu 24,0% em 2016.
O valor acumulado de royalties na região em 2016, apresentou uma participação relativa de 18,4% em relação ao total transferido para todos os municípios do país. Esta participação foi menor na comparação com a participação de 2015, que chegou a 20,04%.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Possibilidades de crédito com taxas compatíveis

http://www.valor.com.br/brasil/4827888/bndes-oferece-r-13-bi-para-acelerar-retomada


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai assumir papel inédito como supridor de capital de giro para as empresas nacionais. Até 31 de dezembro, o banco vai oferecer R$ 13 bilhões na linha BNDES Progeren, de fortalecimento da capacidade de geração de emprego e renda, dos quais R$ 5 bilhões de forma direta, o que até agora n..........................

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Um olhar sobre a crise financeira dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos

Os dados relacionados à atividade petrolífera da Bacia de Campos acentuam, pelo menos, duas questões fundamentais. A acomodação do município de Campos dos Goytacazes, e dos demais municípios produtores, em relação as rendas de petróleo e a inobservância da realidade produtiva da Bacia de Campos.
Podemos observar na tabela acima que, independente da queda do preço do barril de petróleo ocorrida na segunda metade de 2014, a Bacia petrolífera de Campos, que alimenta com royalties o caixa dos município da região norte do Rio de Janeiro, vem perdendo participação no total do país a algum tempo. A participação relativa dos royalties transferidos para o Rio de Janeiro que era de 20% em 2012, vem caindo ano a ano até atingir 17,94% em 2016 (janeiro a novembro).
Essa tendencia declinante é função da perda de participação relativa do estado do Rio de Janeiro na produção do pais, ao longo do mesmo período. Em 2012, o estado tinha uma participação relativa de 74,43% na produção de petróleo do pais, participação que veio reduzindo até alcançar 66,82% em 2016 (janeiro a novembro).
Com esses dados, fica evidente que a não observação dessa trajetória de queda, assim como, a acomodação desses municípios as receitas petrolíferas, que levou os governos a aumentar substancialmente a estrutura publica, tem um papel fundamental na explicação da presente crise financeira.